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06/02/2017

Notícia - Políticos de Cotia: Ângela Maluf

Por Mônica Krausz Ângela Maluf, 61 anos de idade, é a primeira mulher na Câmara dos Vereadores de Cotia depois de um jejum feminino de quase 30 anos.


Por Mônica Krausz

Ângela Maluf, 61 anos de idade, é a primeira mulher na Câmara dos Vereadores de Cotia depois de um jejum feminino de quase 30 anos. Acompanhei de perto, como jornalista, sua campanha a vereadora em 2016. Ela não parava, participava de todas as caminhadas ao lado do então candidato Rogério Franco, de todos os comícios. Alta, mais alta do que muitos homens, se destacava nos palanques, mas não somente por seu porte. Também por sua empolgação e seu jeito enérgico, porém carinhoso de falar sobre a mulher e para a mulher.

Descendente de alemães e libaneses, prima em segundo grau do polêmico Paulo Maluf,  a agora vereadora Ângela Maluf , recebeu seu cargo no dia 1º de janeiro, quando o vereador eleito Fernando Jão abriu mão de sua cadeira para a 1ª suplente, ao assumir a Secretaria de Governo do Prefeito Rogério Franco.

Tivemos uma longa conversa em seu novo gabinete alguns dias antes de sua primeira sessão extraordinária na câmara, uma entrevista de mais de duas horas que eu tento resumir aqui, neste que se propõe a ser a primeira de uma série de artigos sobre os políticos de Cotia.

Menina pantaneira, Ângela Maluf veio para São Paulo ainda adolescente, aos 15 anos, fugindo com a mãe e as irmãs, das agressões de um pai violento. Trabalhou de balconista a modelo e manequim. Casou-se, morou fora do país, teve dois filhos e nunca deixou de ajudar a mãe e as irmãs que ficaram em São Paulo. 

Voltou para o Brasil com a família, perto dos 40 anos de idade, vendeu artesanato na feira do Embu das Artes e com os filhos criados resolveu voltar a estudar e trabalhar.  Fez supletivo para terminar o ensino médio, prestou vestibular e cursou pedagogia. Apaixonou-se pela educação, principalmente pela educação especial. Prestou concurso público, passou, trabalhou no ensino municipal da Cidade, no CEIC (Centro Especial de Integração da Criança)e também na APAE Cotia.

Quando rompeu seu casamento, perdeu tudo, inclusive a guarda dos filhos, e foi praticamente dada como louca. Fez até testes de sanidade mental, mas provou que sua única loucura era a da sede de justiça para a mulher. Se tornou uma militante dos direitos da mulher.

Fez campanha para o então candidato a prefeito de Cotia, Carlão Camargo em 2008 e, em 2009, com Carlão eleito e empossado, foi convidada a assumir o comando da primeira Secretaria da Mulher na Cidade.

Foi a Secretária da 1ª Caminhada da Mulher contra a violência, na cidade, criou o Centro de Referência da Mulher em Caucaia; encaminhou famílias inteiras para abrigamento de emergência fora da cidade para ficarem livres de pais e maridos agressores. Lutou pela saúde da mulher.

Na segunda gestão de Carlão Camargo a Secretaria da Mulher virou uma subsecretaria e aos poucos ela foi deslocada para a área da saúde. Percebeu que na saúde, além de lutar pela mulher, poderia lutar também por seus pais, por seus filhos, irmãos. Seu trabalho é de formigona que não desiste dos desafios. Agora, sua meta é aprender a ser vereadora, é saber ser a única entre os varões da Câmara, é representar a todas as outras candidatas que também sonharam estar ali dentro representando as mulheres cotianas.

Sobre seus projetos, ela garante: “Tenho muitos”. Além de se preocupar com a mulher e com a saúde da mulher. Sua atenção está também no jovem dependente de drogas. No pai e na mãe alcoólatras. E até nos bueiros abertos na cidade. “Cada vez que ando pelas ruas vejo o quanto há por se fazer”, diz. E nos desafia a questioná-la daqui a seis meses para vermos o que ela conseguiu fazer.  Desafio aceito!










 

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