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17/01/2013

Notícia - O Restaurante

Por: Thaïs Roji - Jornal D"aquiO Pátio Viana sempre foi a cara da Granja.


Por: Thaïs Roji - Jornal D"aqui

O Pátio Viana sempre foi a cara da Granja. O restaurante localizado no centrinho, mais conhecido como Restaurante do Ney, foi cúmplice na trajetória de diversas famílias granjeiras.

Um grande terraço, as mesas sob as árvores, as flores lindas e surpreendentes, meticulosamente arrumadas pelo Ney, as porcelanas na parede e o atendimento sempre gentil, personalizado. As comidas maravilhosas, uma viagem pelo mundo, pelo Brasil... O bolinho de arroz, as sobremesas! Ah... aquela Tarte Tatin! Mas o que mais se sentia ao entrar no restaurante era alma do seu dono, sensível, amorosa e acolhedora.

Agora tudo isso ficou na lembrança. Ney Laux, após 25 anos, vendeu seu restaurante e inicia uma nova fase em sua vida.

JDA: A primeira pergunta, não podia ser outra: Porque você vendeu o restaurante?

Por problemas de saúde. Tenho problema no coração. Preciso descansar, desestressar. A ideia de vender surgiu há três anos. Comecei a me sentir cansado. No restaurante eu não tirava férias, não conseguia uma equipe que trabalhasse de maneira mais autônoma.

JDA: As pessoas reagiram como?

Os clientes mais antigos foram unânimes, disseram: "Nós sentimos muito, vai fazer muita falta, estamos habituados mas nós queremos que você faça o que melhor lhe convier".

JDA:: E você sabe o que o atual proprietário vai fazer?

Ele vai mudar um pouco, não será um restaurante apenas para servir comida. Vai ter também um bar, um pub, com música ao vivo. Primeiramente fará uma reforma que vai dar mais comodidade ao cliente.

JDA: Já sente falta do restaurante?

Pra te falar a verdade, eu sinto muita falta. Não sinto muita falta do restaurante e sim do contato, do convívio. Você sabe, o convívio é uma fonte de crescimento muito grande. Ninguém muda ninguém mas também ninguém muda sozinho. E tenho entre meus clientes pessoas de diversos níveis, credos, orientações. Mas no geral são pessoas íntegras, de boas intenções, voltadas para o crescimento. E isso estimula muito. E esse convívio faz uma falta imensa, já na primeira semana!

JDA: E o que você pensa fazer daqui pra frente?

Quero resgatar o convívio. Existem possibilidades tais como: fazer pequenos jantares, eventualmente cozinhar nas casas das pessoas. Outra coisa que penso... Encontros com grupos pequenos. Um grupo aberto com encontros para discutir temas, notícias, leituras, interesses da comunidade. Também tem meu programa na Rádio Granja, quero continuar com ele. E trazer mais pessoas para conhecer esse mundo, a relação entre teatro, cinema e música, tema do meu programa.

JDA: Tem alguma história em especial nesses 25 anos de vida do restaurante?

O mais bonito é ver a terceira geração entrar. Há 25 anos eles eram os bebês das famílias e hoje eles vêm com os filhos. Três gerações, muitas vezes na mesma mesa. Isso é uma fotografia impagável! Uma coisa que não se esquece, um presente por esses anos de convívio no mesmo lugar. É muito bonito. Gratificante! Tudo vale a pena por isso.

Outra coisa impagável, extremamente gratificante é poder servir comida. O ato de servir comida, o ato de preparar, colocar comida na mesa e as pessoas receberem e se alimentarem por mais um dia, tem um significado... Me vem as lágrimas porque acho isso comovente. Um ato de amor. Você passar isso para a equipe, ela entender que participa de uma comunidade em que circula amor, em que as pessoas se querem bem e que as pessoas são estimuladas a viver mais um dia. Essa reação, esse convívio, a atmosfera, esse ambiente. Isso não tem em lugar nenhum. Isso é o mais bonito de um restaurante. Principalmente um restaurante pequeno, onde você conhece as pessoas, com quem você convive há três gerações.

JDA: E a Granja? Qual o futuro do bairro na tua opinião?

A comunidade tem um grande desafio pela frente, ela tem que manter seu território e a comodidade, não é fácil. Mas ela tem que se organizar e se manifestar politicamente para que não haja destruição desse núcleo. Esse núcleo é afetivo mas também físico e está sendo destruído, nós vemos isso todos os dias. É preciso que haja o comprometimento da comunidade para manter o que é dela. Há uma omissão muito grande... O granjeiro, de um modo geral, acha que as autoridades farão a melhor escolha mas as autoridades fazem as escolhas mais convenientes para elas mesmas. Esse é um grande problema que tem de ser debatido. Quando falo em criar grupos, seria para discutir também assuntos relevantes à comunidade, com objetivo muito claro e definido. Eu gostaria que essas ideias, do grupo de discussão, também fossem debatidas no Jornal, na Rádio. Acho que isso é um comprometimento de alguém que trabalha e convive na Granja Viana há 25 anos.








 

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