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05/08/2010

Mobilização

Os 500 granjeiros que se mobilizaram em setembro de 2009 contra a construção do condomínio Alphaville Granja Viana, numa defesa da qualidade de vida e sustentabilidade, devem estar de cabelo em pé com as novas obras que estão pipocando nos últimos meses na Granja, e estas sim podem causar um estrago irreversível.


Os 500 granjeiros que se mobilizaram em setembro de 2009 contra a construção do condomínio Alphaville Granja Viana, numa defesa da qualidade de vida e sustentabilidade, devem estar de cabelo em pé com as novas obras que estão pipocando nos últimos meses na Granja, e estas sim podem causar um estrago irreversível.
Edifício de 8 andares em construção na Estrada da Aldeia, nº 1052
Prédio de 4 andares em construção na Av. São Camilo nº 899

Uma delas é a edificação de 4 andares que está sendo construída na Av. São Camilo. A legislação de Cotia permite construções com a altura máxima de 12m a partir do nível da rua, mas atenção: se o terreno for em declive o que for edificado abaixo do nível da rua não conta!

Já em Carapicuíba, a lei de zoneamento permitiu a construção de um prédio residencial de 8 andares na Estrada da Aldeia.
Passeata contra o empreendimento Alphaville Granja Viana em 2009
Trânsito na Av. São Camilo

Entrevistamos dois políticos moradores da região que também se mostraram espantados com o que está ocorrendo e defenderam a mobilização social como a melhor ferramenta para brecar a verticalização da Granja que pode se tornar uma constante. São eles Fernando Chucre, Deputado Federal e arquiteto urbanista e Zeca Pamplona - Vereador de Cotia, advogado e sócio fundador do Movimento Granja Viva.


Fernando Chucre
Segundo Chucre, a verticalização seria responsável por um aumento muito grande da população. Além disso, o deputado afirma que é preciso voltar a atenção para a questão da mobilidade urbana, que já é um problema hoje e pode se tornar pior amanhã.

Sem infra-estrutura adequada, rede de transportes, vias de acesso, coleta e tratamento de esgoto, a Granja Viana não tem a mínima condição de receber tantos empreendimentos que estão em processo de construção.



"A verticalização acabaria com o que mais agrada na Granja, a preservação ambiental", lembrou Chucre, que também falou da questão da densidade, "a verticalização envolve questões relativas ao adensamento populacional, que também acontece com o fracionamento das áreas". O deputado afirma que o crescimento é necessário, mas da mesma maneira que a preservação de alguns bolsões, como a Granja.

Chucre acredita que a única forma de frear a verticalização é através do Plano Diretor. Em Cotia, o Plano já foi aprovado, mas a única maneira de interferir na legislação que admite prédios de 4 pavimentos é se mobilizar para alterar a lei de zoneamento, "a população deve acompanhar as mudanças e organizar uma mobilização que se situe frente ao poder público e legislativo", alerta o deputado.

O Plano Diretor de Carapicuíba ainda está em construção e deve ser lançado dia 15 deste mês. Já houve audiência pública, mas, de acordo com Chucre, pouquíssimos moradores da Granja compareceram, havia alguns da Aldeia da Serra, por exemplo, mas as preocupações deles não são necessariamente as mesmas que as nossas, falta muita participação.

De acordo com Álvaro Egas, alguns membros do Movimento que organizou a passeata contra o Alpahaville Granja Viana, o MDGV, estão participando das reuniões do Plano Diretor e por meio de sugestões estão tentando fazer com que a lei de zoneamento seja alterada.

Zeca Pamplona
Já para Zeca Pamplona, "a questão da verticalização em Cotia é um tema palpitante, que tem despertado muitas paixões e há quem a defenda como modo de criar empregos e lazer no nosso município, evitando o deslocamento de moradores de Cotia para outras regiões, o que reduziria o trânsito na Raposo.Eu, entretanto, não concordo com essa visão e acho que a verticalização não deve ser autorizada em Cotia. A verticalização cria um adensamento rápido, já que ao término da construção inúmeras famílias passam a residir no mesmo local, criando demandas que devem ser imediatamente supridas pelo Poder Público municipal.

Assim, por exemplo, um único prédio de 10 andares, com quatro apartamentos por andar, que receberá uma família com, em média, quatro integrantes, receberá simultaneamente 160 novos moradores, sendo necessário ao município suprir, de um dia para o outro, esses novos moradores com água, esgoto, escola, saúde, segurança, transporte público, etc.

Esse não me parece ser o melhor modelo de crescimento para Cotia, município muito grande, com mais de 300 quilômetros quadrados de área, com grandes porções de terra vazias que possibilitam o seu crescimento sem a necessidade de construção de prédios.

Além disso, vale lembrar que a Raposo Tavares, o principal e quase único acesso ao município, está no limite de sua capacidade, fazendo com que seus usuários enfrentem congestionamentos diários e constantes, não só nas proximidades de São Paulo, mas também no trecho, por exemplo, que liga o centro de Cotia à Granja Viana, que nos horários de pico tem congestionamentos de mais de 5 quilômetros.

Essa situação tende a piorar com a inauguração, durante os próximos doze meses, de uma série de empreendimentos comerciais, que serão grandes pólos geradores de tráfego, localizados entre os quilômetros 22 e 25 da Raposo, como, por exemplo, o novo Shopping, o centro comercial localizado ao lado da D. Deola, outro localizado na esquina da Rua Adib Auada com a Rua Monet, outro ainda localizado ao lado do Mc Donald"s e outro próximo ao posto Bem Te Vi.

Tais empreendimentos trarão, é fato, muitos benefícios à cidade e aos seus moradores, mas também farão com que inúmeros novos usuários passem a se utilizar da Raposo Tavares neste pequeno trecho, dificultando ainda mais a sua fluidez.

Assim é que me parece que a vinda de prédios para o município, sejam eles comerciais ou residenciais, trarão um crescimento populacional muito rápido, o que gerará uma dificuldade muito grande ao Poder Público de suprir as necessidades destes moradores, além de precarizar a qualidade de vida daqueles moradores que escolheram Cotia para viver.

A legislação de Cotia ainda pode ser alterada, razão pela qual é importante que a população se mobilize e demonstre claramente sua opinião sobre o tema, a fim de que o Poder Legislativo Municipal possa respeitar a vontade dos moradores de Cotia."

Agora, o futuro da Granja está nas mãos dos moradores. Se você é contra a verticalização... PRESSIONE, PARTICIPE, .MOBILIZE! A união da comunidade ainda pode salvar a Granja.


Marina Novaes
Fotos: Lígia Vargas








 

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