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05/03/2012

Notícia - Meninas,

Criado para celebrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres e adotado pelas Nações Unidas e diversos países, o Dia da Mulher perdeu um pouco seu sentido original, tendo hoje um caráter mais comercial.


Criado para celebrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres e adotado pelas Nações Unidas e diversos países, o Dia da Mulher perdeu um pouco seu sentido original, tendo hoje um caráter mais comercial. De qualquer forma, há diversas maneiras de homenageá-las. Por exemplo, conhecendo algumas daquelas que daqui a 10 anos estarão em plena atividade profissional. Foi o que fizemos: reunimos um grupo de cerca de 20 meninas, alunas do Projeto Âncora, com idades entre 8 e 12 anos, para que nos falassem um pouco de seus anseios e projetos e o que pensam sobre ser mulher.

Já de cara, elas confirmaram a fama que as mulheres têm, a de falarem pelos cotovelos! E não só falam muito, mas ao mesmo tempo... Portanto, meninas, nos desculpem por não colocarmos em destaque o que cada uma disse. Precisaríamos fazer a matéria em capítulos! Então, procuramos destacar os pontos comuns. As mais extrovertidas respondiam imediatamente as perguntas. Outras, mais tímidas, levantavam o dedo, discretamente, esperando a hora de falar. Mas, todas tinham um ponto em comum - a alegria. Ao serem questionadas sobre o futuro quanto à vida profissional, as respostas eram de qualquer menina da idade, mas fizeram questão de destacar a importância do estudo e do trabalho. "Precisamos estudar e trabalhar para pagar a faculdade", afirma Mariana Santino, 9 anos. As profissões não variaram muito. Com exceção de uma futura veterinária, uma médica pediatra e algumas artistas circenses, um coral respondeu prontamente: "Modelo!".

Mas, enquanto o futuro não chega, elas contam que gostam de estudar e reconhecem que o estudo é importante para a vida em todos os sentidos, profissional e social. A grande maioria, já ajuda em casa nos afazeres domésticos ou cuidando dos irmãos mais novos, como Jade Santos da Mata, Marcela Góes e Lizi Sousa de Paula. Aliás, tarefa que não faz muito sucesso. "Tenho um monte de tarefas para fazer em casa. Eu não gosto de fazer, mas a minha mãe diz que eu tenho de fazer...", diz, conformada, Lizi Sousa de Paula, 8 anos.

Ao serem indagadas sobre se os irmãos ajudam, uma ou duas afirmaram que sim. O resto foi unânime: "Não! Eles só bagunçam, ficam sentados vendo TV, jogando videogame e mexendo no computador...". Alguém já viu este filme? Algumas, já têm espírito empreendedor. Jamili Amorim de Sousa grava CDs de aniversario para vender para os colegas, assim como Júlia Silva Viola, "Faço bijuterias para vender. Vou guardar dinheiro para, um dia, poder comprar uma casa", ambas de 9 anos.

A conversa rolou solta por cerca de uma hora. Falaram da família e, principalmente, dos animais de estimação. Aliás, um verdadeiro rosário de desgraças. A maioria dos cães e gatos ou morreram atropelados ou envenenados...Cada uma tinha uma história dramática para contar... O jeito foi interromper na marra para não ficarmos deprimidos e voltarmos a falar sobre as suas perspectivas como mulheres.

Em um quesito todas concordaram: adoram e se orgulham de serem mulheres e garantem que se tivessem que nascer de novo, queriam continuar a ser do sexo feminino. O pior foi quando perguntamos o por quê. As respostas, digamos...bem... talvez seja coisa da idade... Eram, tipo assim... "Homens são nojentos, não prestam pra nada, são bagunceiros...". E, falando sério, sobre o que esperam do futuro como mulheres, para elas o mundo tem que respeitar as mulheres e os homens devem dar amor, ter respeito, colaboração, afetividade e que nunca briguem com elas... Só isso. Mas, algumas respostas surpreenderam: "Que as mulheres parem de andar nas ruas usando drogas e se prostituindo", falou Taiana Gomes, 12 anos, e "Os homens precisam ter mais respeito pelas mulheres porque tem muita mulher morrendo por causa da violência dos maridos e namorados", enfatizou Camilla Oliveira, também de 12 anos.

Enfim, o papo com o grupo nos fez chegar a seguinte conclusão: se nossas crianças forem educadas adequadamente para respeitar as diferenças, certamente teremos reflexos positivos no futuro. Ao aceitar com mais naturalidade qualquer mudança e criarmos um ambiente de cooperação homem/mulher em nossos lares, podemos ajudar os nossos filhos nessa compreensão. E devemos ajudá-los.
Ah! Só para constar. Quando estávamos saindo, Samuel Sales, um menino que nos observava de longe todo o tempo, se aproximou e nos perguntou com a carinha mais descarada: "E quando vai ter o dia do macho?". Pode?! E ele só tem 10 anos!

Essas meninas já são privilegiadas por estudar em uma instituição como o Projeto Âncora, mas podemos dar a oportunidade a centenas de outras (e meninos também!) de terem um futuro melhor. E custa só 100 reais por mês! O Projeto Âncora está sendo ampliado com a implementação da Escola Projeto Âncora. E para que cresça ainda mais, precisa de novos colaboradores. Você pode ser um deles! É só começar a puxar a corrente.

Saiba mais sobre a Campanha e como colaborar:
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Por: Angela Miranda
Fotos: Fernando Almeida








 

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