Fone: (11) 4617-3641 | Quem Somos | Anuncie Já | Fale Conosco            
sitedagranja
| booked.net | Newsletter

ASSINE NOSSA
NEWSLETTER

ASSINAR

| Anuncie Aqui
Voltar

27/05/2009

Notícia - Mara Camargo:

Em uma ensolarada manhã de terça-feira, a Equipe do Site da Granja foi recebida pela primeira-dama de Cotia, Mara Camargo.


Em uma ensolarada manhã de terça-feira, a Equipe do Site da Granja foi recebida pela primeira-dama de Cotia, Mara Camargo.

Mais do que recebidas, diria que nós fomos, por ela, acolhidas.

Acontece que a nossa primeira-dama é de uma simpatia contagiante. Sempre sorridente, nos confidenciou o quanto tudo é novo para ela e que, até agora, está tudo "tranqüilo". Como ela mesma frisou: "tranqüilo entre aspas, viu?"


Filha de libaneses, nossa primeira-dama nasceu e cresceu em Cotia. Foi aqui que conheceu aquele que viria a ser seu marido, há 26 anos, e pai de seus 4 filhos: o prefeito Carlão Camargo. O casal tem dois rapazes de 25 e 23 anos e um casal de gêmeos, de 19 anos. Adorou a experiência de ser mãe: sentiu-se especialmente feliz durante os períodos de gravidez. Revelou seus 47 anos com naturalidade: - Conto a minha idade, mas não revelo meu peso!, exclamou a primeira-dama.

Mara é formada em Letras, mas sua atuação profissional sempre foi no comércio. Até hoje, cuida de sua loja de artigos para presentes, e seu desafio atual é conciliar a família, seu negócio e suas atividades como primeira-dama e como presidente do Fundo Social.

Como primeira-dama, diz que seu objetivo é fazer um trabalho transparente, com um olhar especial para o cidadão. Ela demonstra grande preocupação e aponta como prioridade seu trabalho junto a asilos e orfanatos: "Preocupo-me com o abandono de crianças, com a criança sem base familiar e com o desamparo", afirma.

Quando indagada sobre novos projetos, Mara mostra-se reticente, pois afirma ainda estar analisando a situação. Ela pretende desenvolver um trabalho coletivo, junto às outras secretarias. Por exemplo, conheceu, recentemente, o trabalho de Joel Aleixo, criador de uma linha de florais desenvolvida a partir de flores brasileiras. Conversaram sobre a possibilidade de criarem uma casa, onde pudessem atender jovens carentes. No entanto, para o projeto ir em frente, é necessário angariar recursos. Faz-se necessário, então, colocar em prática a missão do Fundo Social: "articular recursos materiais e humanos a fim de favorecer projetos e entidades que desenvolvam trabalhos em prol da população em estado de exclusão social do município".

A primeira-dama mostra-se especialmente animada com o apoio e a força que vem recebendo do marido. Contou-nos, entusiasmada, como se deu a mudança "milagrosa" do Parque no Rio das Pedras: ao fazer seu trajeto diário pelo centro de Cotia, observou que o parque estava repleto de entulho. Conversou com o marido e outros assessores que, sensibilizados com a situação do entorno, em uma semana deixaram o parque totalmente reurbanizado.

Nossa primeira-dama gosta muito de ler, de música e de ir ao cinema. Recomenda o filme "Quem quer ser um milionário?" e diz que, dentre os cantores sertanejos, prefere a dupla Victor e Leo.

Ao longo de nossa entrevista, ela sorriu muito e mencionou a importância de se colocar amor em todas as escolhas e atitudes. Mostra disto é seu desejo de resgatar o antigo título do município: "Cotia: cidade das rosas". Está entusiasmada em colocar rosas em todas as praças e canteiros da cidade. Suas preferidas? As vermelhas! Como as ofertadas no dia 2 de abril, aniversário de Cotia, e no show do cantor Daniel.

por Silvia Rocha


LEIA A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA COM A PRIMEIRA-DAMA MARA CAMARGO

SG: Seus pais são de Cotia. Como foi a sua infância? Quando veio para Cotia?
MC: O meu pai nasceu no Líbano, mas veio para Cotia em 1945, aos 18 anos. Minha mãe é filha de libaneses, mas nasceu aqui.

Eu nasci em Cotia e tive uma infância muito tranquila. Cresci junto com meus avós e sempre convivi com familiares e amigos.

SG: Como seus pais eram na criação dos filhos?
MC: Minha família é muito unida. Meu pai sempre foi mais coração e minha mãe era mais exigente. Tive uma criação rígida, mas cercada de muito carinho.

SG: Como a senhora e o prefeito Carlão são como pais?
MC: Nós dois somos bem flexíveis. Passamos para nossos filhos a maneira como fomos criados. Valorizamos o diálogo e o respeito ao próximo.

SG: Quando a senhora se casou com Carlão Camargo, ele já era um político. Como foi integrar a vida de um político?
MC: Quando nos casamos, Carlão trabalhava na iniciativa privada. A vida pública dele começou no final dos anos 80 e foi um desafio para nossa família, afinal, tínhamos que conciliar filhos pequenos com uma série de reuniões e compromissos. Com o tempo, a gente aprende a conviver com isso. Hoje, estou ao lado do Carlão e tenho um olhar positivo em relação à política. Nossos filhos também estão mais envolvidos, apóiam, participam e estão sempre dando idéias.

SG: Qual o papel da Primeira-dama no Município? Quais são as atividades mais comuns desenvolvidas no seu trabalho como presidente do Fundo Social?
MC: É mais voltado para o social atendendo as pessoas mais carentes. É um olhar voltado diretamente aos mais necessitados. O que senti quando assumi, não é um dever, nem obrigação e, sim, uma responsabilidade. Sinto satisfação de poder ajudar as pessoas que precisam de algum auxílio. O cidadão espera que a gente tenha um olhar especial por eles. Muitos ficam felizes com um abraço sincero que recebem. Gosto do papel que estou desempenhando no governo e Carlão tem me apoiado muito. No Parque do Rio das Pedras, por exemplo, decidimos juntos que aquela área deveria ser reconstruída. Eu disse "vamos tirar esse entulho e contemplar os moradores com uma praça". Na mesma semana as obras tiveram início e hoje aquele espaço beneficia milhares de crianças, jovens, adultos e idosos.

SG: Como a senhora avalia Cotia na questão social? Qual o problema que mais preocupa a administração municipal?
MC: A questão social no país ainda é muito carente de ações. Em Cotia, também temos muita coisa por fazer. Nosso trabalho ainda está em fase inicial e estamos buscando informações, parcerias e criando projetos para atender da melhor forma possível a nossa população. Os problemas que mais preocupam a administração municipal são saúde, moradia, desemprego e infra-estrutura. Carlão valoriza muito a parte social e quer fazer o melhor para oferecer melhores condições de vida às pessoas carentes.

SG: Muitos intelectuais criticam o assistencialismo, defendendo, em contrapartida, políticas de distribuição de renda e inclusão social. Como a senhora vê essas críticas?
MC: Acredito que há situações de emergência em que se faz necessário a entrega de cobertor, agasalho e alimentação, mas estas ações não podem ser permanentes.

No município, através da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, o morador tem oportunidades de participar de cursos que dão condições de resgatar sua dignidade, se capacitar para se colocar no mercado de trabalho, estudar e morar de forma digna. O governo tem que atuar em duas frentes: ajudar quando é necessário e mostrar a importância de plantar, colher, dar valor ao que recebe e buscar saídas para melhorar.

SG: Como mãe e primeira-dama, que convive não apenas com os próprios filhos, mas com os filhos de todas as classes sociais de Cotia, como a senhora analisa o problema das drogas entre os jovens, a pedofilia, gravidez na adolescência, o trabalho infantil?
MC: Acredito que tudo depende da base familiar. É muito importante que os pais sempre informem os filhos sobre os riscos com as drogas. Os pais não podem deixar espaço para que os filhos sintam a ausência, por que muitas vezes o adolescente acaba buscando refúgio nas drogas para fugir de uma situação que não o agrada.

O diálogo é uma das formas de solucionar ou amenizar estes problemas. No caso da gravidez, também vejo o diálogo como solução, porque as meninas precisam de atenção, informação e conhecimento sobre os meios de prevenção. A figura dos pais é muito importante na educação dos filhos, por isso, ele devem dar boas referências às crianças. Muitas vezes, ouço jovens dizerem que não têm atenção em casa e, por isso, acabam fazendo escolhas erradas no convívio com amigos.

Sempre converso sobre essa questão com meus filhos e outro dia, numa conversa informal em casa, comentamos que para muitas pessoas os valores materiais são mais importantes do que o conhecimento. Temos que trabalhar para que as pessoas tenham um olhar diferente e valorizem o conhecimento e os valores familiares, afinal, isso que realmente faz a diferença na sociedade.

SG: A senhora é a favor ou contrária à legalização do aborto?
MC: Sou a favor da vida.

SG: Quais os projetos que vem desenvolvendo em benefício da Terceira Idade?
MC: Os projetos do Fundo Social são desenvolvidos sempre em parceria com as demais secretarias, principalmente com a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social. Contamos, também, com o apoio da iniciativa privada, que nos auxilia e contribui em projetos voltados para a área social.

Promovemos passeios culturais e visitamos as instituições que cuidam de idosos. Nos eventos realizados em datas comemorativas, o Fundo Social está sempre presente com doações e atividades dos grupos de ginástica da melhor idade, em parceria com a Secretaria de Esportes, Juventude e Lazer. Também promovemos comemorações em entidades sociais, como Dia da Mulher, Dia das Mães, Dia dos Avós e Dia do Idoso. Ainda na programação do Fundo Social, temos o concurso Miss e Mister Melhor Idade e Jogos Regionais e Estaduais do Idoso.

Além desse dia-a-dia, temos dezenas de projetos. Um deles é o Parque da Melhor Idade com aparelhos de ginástica específicos para melhorar o equilíbrio e o condicionamento físico da terceira idade.

SG: A senhora acha que uma participação mais intensa da mulher na vida pública poderia ajudar a moralizar a política?
MC: Com certeza. Antes, a mulher não tinha espaço, mas, hoje em dia, a participação feminina está sendo requisitada pelos homens. E há muitos motivos para isso. Nós, mulheres, temos o sexto sentido aguçado. Enquanto o homem age mais com a razão, nós colocamos emoção nos projetos. Acho que a relação homem-mulher é muito positiva para a sociedade, afinal, quando razão e emoção trabalham juntos, as decisões são mais equilibradas e produzem bons resultados.

Fotos: Ligia Vargas








 

Pesquisar





















© SITE DA GRANJA. TELEFONE E WHATSAPP 96948-3326 INFO@GRANJAVIANA.COM.BR