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02/02/2011

Notícia - EUA apostam em

A crise e a maior consciência ambiental abastecem nos EUA um novo negócio: o compartilhamento de carros, com serviços que funcionam como um clube no qual o associado é cobrado apenas pelas horas em que efetivamente usou o veículo.


A crise e a maior consciência ambiental abastecem nos EUA um novo negócio: o compartilhamento de carros, com serviços que funcionam como um clube no qual o associado é cobrado apenas pelas horas em que efetivamente usou o veículo.

Em dois anos, o mercado dobrou para, estima-se, 600 mil usuários.

Diferentemente do aluguel tradicional, em que há tarifa diária, no compartilhamento o usuário paga para usar um dos carros do serviço uma anualidade ou mensalidade -neste último caso, há cota de horas embutida. Seguro e gasolina estão inclusos.

O público-chave para empresas como a Zipcar, que domina o setor e conta com mais de 500 mil associados e 8.000 veículos, é de universitários, jovens famílias e casais em grandes cidades, onde transporte público é farto e garagem é rara (e cara).

Mas cada vez mais empresas e instituições adotam o serviço para substituir o "carro da firma". A Prefeitura de Nova York se somou em outubro aos 10 mil contratos do tipo da Zipcar e anunciou um acordo-piloto para poupar US$ 500 mil (R$ 843 mil) em quatro anos.

Um estudo da consultoria britânica Frost & Sullivan citado pela revista "Economist" prevê que o mercado de compartilhamento movimentará US$ 6 bilhões (R$ 10,1 bilhões) e terá 10 milhões de usuários até 2016. Metade desse volume virá dos Estados Unidos.

De olho nesses números, a Hertz, líder no aluguel tradicional com a Avis, lançou em 2009 o Connect by Hertz, que segue o molde da Zipcar.

Fabricantes também estão atentos: a alemã Daimler, que produz o smart, lançou no fim de 2009 um serviço que oferece exclusivamente o carrinho, o "car2go". Por ora, além da Alemanha, opera apenas em Austin, Texas. Mas há planos de expansão.

A empresa de Cambridge, na grande Boston (Massachusetts), tinha 42 carros quando surgiu, em 2000, inspirada em programas da Europa. Hoje, está em mais de 90 cidades dos EUA, em Londres, em Montréal e em Toronto.

"Gostamos de fazer viagens bate-e-volta, e usar uma companhia típica sai caro, pois é preciso alugar o carro pelo dia todo", disse à Folha o banqueiro de investimentos Enrique Bernales, 32, que vive em Nova York com a mulher e o filho de um ano.

Na hora
O imediatismo e a hipermobilidade são uma das bases do serviço. Para alugar um carro, é possível reservá-lo on-line minutos antes do horário desejado - há aplicativos para BlackBerry e iPhone que permitem não só a reserva mas sua alteração.

"Não ter que lidar com uma pessoa nem uma fila conta muito", afirma a designer Juliana Freitas, 31, que vive em Nova York e usa o serviço há quatro anos com o marido e o filho.

No prédio onde mora, a garagem custa US$ 400 ( R$ 674) ao mês -mais do que o leasing de um carro médio.

"Eu gostaria de me dar o luxo [de ter um carro], mas meu marido acha que carro dá muita dor de cabeça e que não usamos o suficiente para fazer os números baterem."

Os veículos ficam espalhados em estacionamentos de universidades, shoppings, empresas e até postos de gasolina, em vagas cativas.

O usuário recebe um cartão ao se associar e o utiliza para destrancar os carros.

Entenda como funciona o serviço
Inscrição
Na Zipcar, que aluga carros por hora a associados em mais de 90 cidades dos EUA, além de Londres, Toronto e Vancouver, qualquer um com mais de 21 anos, endereço nos EUA e uma carta de motorista válida pode se inscrever pelo site. Até duas multas/acidentes sem implicações graves em três anos são tolerado

Reserva
A reserva é feita on-line ou por telefone, minutos ou meses antes de pegar o carro, com o cartão de associado. O usuário escolhe o tipo de veículo e onde buscá-lo -a Zipcar tem vagas cativas em estacionamentos de shoppings, universidades e até postos de gasolina.

Para dirigir
O cartão de associado serve para destrancar o carro e dirigi-lo no horário reservado. Também há um cartão para encher o tanque.

Serviço custa a partir de R$ 11 por hora
O preço do compartilhamento de carros varia segundo a cidade, mas começa em US$ 6,30 (R$ 10,6) a hora na Zipcar e US$ 7,65 (R$ 12,9) na Connect by Hertz.

A inscrição é de US$ 25 (R$ 42,1) em ambas, e a anualidade mais barata custa US$ 60 (R$ 101,1) na primeira e US$ 50 (R$ 84,3) na segunda.

Já a diária na locadora tradicional da Hertz, em cidades médias nos Estados Unidos, não sai por menos de US$ 70 (R$ 118) com seguro. A gasolina não é incluída, ao contrário do que ocorre no compartilhamento.

Mas é com a indústria automotiva em si, e não as locadoras tradicionais, que a Zipcar quer concorrer.

Um estudo feito em 2008 pela Universidade da Califórnia em Berkeley indica que cada veículo dos serviços de compartilhamento significa 15 carros a menos na rua.

Naquele ano, quando todos os usuários nos EUA somavam 300 mil, foram economizados 3,4 milhões de litros de gasolina e emitidas 11 mil toneladas de gás carbônico a menos. Desde então, o mercado dobrou.

Não há ainda estudo independente mais recente. Mas, desde o fim de 2008, a crise baixou as vendas de veículos, e a melhora experimentada em relação ao ano passado se ampara nos modelos mais econômicos.

O mesmo levantamento de Berkeley mostrou que os motoristas que optaram pelo compartilhamento gastaram 8% do que desembolsaram os proprietários de veículos com manutenção, garagem, seguro e gasolina.

Em sua missão, a Zipcar cita "um futuro no qual o compartilhamento de carro supera, em número de adeptos, os proprietários de veículos nas grandes cidades".

Custos da Operação
Os custos da operação, no entanto, são altos, e a Zipcar tem registrado prejuízo - embora o atribua, nos últimos dois anos, a custos operacionais de expansão, com a recente aquisição de companhias menores nos EUA e na Inglaterra.

Neste ano, a empresa planeja fazer uma oferta pública inicial de ações.

Procurada pela Folha, a Zipcar não quis se pronunciar sobre o assunto. A empresa, porém, diz não haver planos de expansão para o Brasil por ora.

Fonte: Luciana Coelho/Folha de S.Paulo
Foto: Guenter Schiffmann








 

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