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03/08/2010

Coleta seletiva

Faz três meses que o caminhão de coleta seletiva não passa no prédio de Márcia Bonfim, médica de 46 anos que religiosamente separa o lixo em seu apartamento no Jaçanã, zona norte.


Faz três meses que o caminhão de coleta seletiva não passa no prédio de Márcia Bonfim, médica de 46 anos que religiosamente separa o lixo em seu apartamento no Jaçanã, zona norte. Já na casa do aposentado Roberto Otávio de Freitas, no bairro da Casa Verde, o tal caminhão não é visto desde março. Boa parte do papel, plástico, alumínio e vidro que eles e centenas de outros paulistanos separam para reciclagem diariamente está indo direto para um aterro sanitário em Caieiras, na Região Metropolitana, contribuindo ainda mais para os já monumentais problemas ambientais de São Paulo.

Essa é a ponta mais crítica de uma situação que já se arrasta há seis gestões. Implementada primeiramente na Vila Madalena em 1989, a coleta seletiva de recicláveis avançou pouco, muito pouco. Hoje, os problemas parecem não ter fim - moradores não separam o lixo, os que separam não limpam o material, os caminhões da Prefeitura são poucos eficazes, as cooperativas não dão conta do montante recolhido, não há agência reguladora, muito menos uma política integrada.

Para entender melhor a dimensão desses entraves, o Estado conversou com oito especialistas do Brasil e de outros países para apontar os gargalos e propor ideias. Da casa do paulistano até as empresas recicladoras, entenda o que está errado e o que é possível fazer para, pelo menos, atenuar o problema.


25 mil condomínios não separam recicláveis do lixo comum
1º PROBLEMA
Sem campanhas do governo, ainda são poucos os paulistanos que separam o lixo. A Prefeitura ainda não tem coleta de reciclagem em todos os distritos.


2º PROBLEMA
Muitas vezes, o lixo reciclável é perdido. O desperdício ocorre porque o material é retirado das ruas e colocado em caminhões compactadores, que prensam o conteúdo. O lixo vira uma paçoca e não há como recuperar.


3º PROBLEMA
Centrais de triagem - Um dos principais gargalos do sistema é a falta de centrais de triagem, onde o lixo é separado por cooperativas e o material é vendido para empresas.


4º PROBLEMA
Disputa no contrato - o contrato do lixo firmado na gestão do PT foi alvo de críticas e mudanças na gestão do PSDB. Resultado: cronogramas foram adiados e a coleta seletiva foi tratada como a última prioridade.


5º PROBLEMA
Alto custo - São Paulo é a cidade que mais gasta com limpeza urbana no Brasil, mas, proporcionalmente, fica atrás de cinco capitais brasileiras.


Fonte: Estadão








 

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