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20/03/2013

Ágora – escola

Por Karen GimenezAo completar 28 anos de atividades este mês, a escola Àgora se mantém na região da Granja Viana e de Embu das Artes como uma opção de educação diferente das escolas convencionais.


Por Karen Gimenez

Ao completar 28 anos de atividades este mês, a escola Àgora se mantém na região da Granja Viana e de Embu das Artes como uma opção de educação diferente das escolas convencionais. Criada pela educadora Terezinha Fogaça de Almeida, que acumula 38 anos de experiência na área, a escola congrega 120 alunos do ensino fundamental. Tudo começou em 1985, quando ela resolveu construir uma escola que respondesse a duas inquietações que tinha desde que começou a se interessar pelo tema: por que as crianças saem correndo da sala de aula quando toca o sinal? Será que elas vão buscar uma vida mais verdadeira do que aquela que elas encontram na sala de aula?

Essas duas perguntas a levaram a criar uma proposta de escola com salas sem paredes, para poucos alunos - no máximo 15 por turma - em que o ambiente estivesse o mais próximo possível do mundo lá fora, que segundo a educadora, não tem portas, nem limites. Um amplo espaço para debates, em que as crianças são distribuídas de maneira que consigam olhar uma nos olhos da outra. "Uma criança que é ouvida e respeitada tende a ser um adulto que sabe ouvir e respeitar. Queremos aliar o conhecimento à sociabilidade, mas sempre com limites e responsabilidade. Não ter paredes leva a criança a aprender a se concentrar independentemente do ambiente em que esteja. Concentração essa que será exigida dela a vida toda no trabalho, na sociedade", conta Terezinha, mais conhecida como Terê.

A idéia deu certo. Segundo a educadora, a falta de "fronteiras" entre as classes, faz com que os alunos não gritem, respeitem as outras turmas. "Queremos mostrar a escola como um organismo vivo em construção constante, onde todos têm seu papel. Papel esse que implica em direitos e responsabilidades. Não temos sinal, por exemplo. Isso porque queremos que os alunos treinem a sua percepção de olhar em volta para ver que todos estão se dirigindo para as salas e tenham responsabilidade em ir também", conta Terê.

"A questão do respeito e também a da responsabilidade, bem como colocar limites são pontos muito importantes na educação de uma criança. Você pode ter uma proposta mais livre de ensino, mais participativa, mas isso não quer dizer que o aluno possa fazer o que quer. Há uma grande confusão nesse sentido. Em nome de uma "felicidade construída" as crianças são protegidas da verdadeira vida, a enxergam atrás de um vidro. Não queremos isso", avalia.

Detalhes que geram mudanças

Segundo a educadora, pequenas mudanças de comportamento podem trazer a criança para o mundo real, despertando sua curiosidade, e fazendo com que ela olhe a vida de outra maneira. Como exemplo, ela cita a relação com os alimentos. As refeições são servidas pelos professores e há troca de informações com os alunos sobre o que está no cardápio. Os alunos retiram seus pratos da mesa, arrumam e limpam o local em que comeram. As frutas servidas no lanche da manhã são acompanhadas de uma pequena atividade para que eles conheçam as características do que estão ingerindo.

Para Terê, independendemente do estilo adotado pela instituição de ensino, uma escola só é eficaz quando o professor é valorizado e há condições de trabalho. "Quando falo de valorização, não me restrinjo a bons salários. É muito mais do que isso. É dar condições de trabalho, material de apoio e até segurança, pois sabemos que há locais em que os professores correm riscos". Sobre o ensino no Brasil, principalmente o público, Terê acredita que as melhorias podem ser feitas sem que o governo precise investir mais.

"O problema, em geral, não é investimento, mas como esse investimento é usado. O aluno brasileiro custa mais para o governo que em muitos países do mundo. E recebe bem menos em troca. Na Europa, Ásia e em países até com grandes problemas sociais como a Índia, se faz muito mais pelo aluno no ensino público do que no Brasil e com menos dinheiro. É tudo uma questão de gestão", finaliza a educadora.

Serviço
Escola Ágora
Rua Hamun, 602 - Trav. Estrada do Embu,
Tels: 4702-2133 e 4702-0459
E-mail: escolaagora@escolaagora.com.br
http://www.escolaagora.com.br








 

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