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01/10/2012

Notícia - A Geometria das

Por Karen GimenezComo um amontoado de formas geométricas pode explicar as conexões biológicas e humanas e até fazer pensar um pouco no sentido da vida? Nas mãos do arquiteto granjeiro Roberto Pompéia isso é totalmente possível.


Por Karen Gimenez

Como um amontoado de formas geométricas pode explicar as conexões biológicas e humanas e até fazer pensar um pouco no sentido da vida? Nas mãos do arquiteto granjeiro Roberto Pompéia isso é totalmente possível. Ele demonstrou toda essa cadeia de relações complexas durante uma palestra na manhã do sábado, 29 de setembro, no Cinespaço do The Square Open Mall, em um evento promovido pela Porto de Cultura (www.portodecultura.com.br) com apoio da Livraria Nobel.

Logo nas primeiras palavras, Pompéia deixou claro que, quem esperava encontrar um discurso concreto ao levar em conta sua profissão de arquiteto, se enganou. De imediato demonstrou como as "Estruturas Invisíveis" que deram título à palestra estão escondidas nos processos e nos significados e não nas atitudes e formas em si. "A motivação, o desafio do alpinista é a escalada, pois se fosse simplesmente chegar ao topo ele iria de helicóptero", provocou.

Para o arquiteto, a evolução no pensar se dá ao olharmos as formas de uma maneira que vai além de como elas se apresentam. "Quando um quadrado é visto simplesmente como um quadrado, ele deixa de exibir as suas inúmeras possibilidades de ser a união ou o desdobramento de outras estruturas como a junção de dois triângulos. E o mesmo acontece com tudo que enxergamos na vida, inclusive nas relações e até na própria vida. Afinal, ao olhar apenas a forma nem sempre conseguimos ver as suas reais dimensões", afirma.

Esse desenrolar de teias, conexões, recortes e uniões permeou toda a palestra, sempre com demonstrações práticas por meio do uso de figuras geométricas. A proposta da conversa, que teve tom bem mais informal do que uma palestra convencional, foi de instigar. As crianças foram ótimos exemplos de como as coisas podem ser vistas de maneira diferente e, principalmente, mais simples. Outro ponto que marcou o encontro, foi o contato sensorial com os objetos expostos, trabalhando conceitos como percepção estética aliada a todas as etapas intangíveis que fazem parte de uma construção, qualquer que seja ela.

Gregos intuitivos

"A percepção estética das formas veio antes da Matemática. A Grécia Antiga é o melhor exemplo. Afinal todos aquelas maravilhas arquitetônicas foram construídas a partir do sentir e do pensar, pois não havia conhecimento de todos os cálculos e fórmulas que temos hoje. Essas edificações atingiram o nível de perfeição que vemos hoje a partir de uma ordem lógica de pensamento que se dá por meio da repetição de atitudes e processos. Ordem essa que não se consegue sem repetição (persistência, treinamento). Repetição que, para ser eficaz, precisa de ritmo e de harmonia. Até porque toda a aparente desordem esconde uma estrutura invisível que mantém uma ordem cósmica. Muito do que não parece ter sentido faz muito mais sentido do que o que se mostra lógico", explica associando os fundamentos matemáticos às necessidades de conexões intangíveis.

Após mostrar diversas relações geométricas em aspectos da vida material e imaterial, inclusive na formação biológica de plantas e animais, o arquiteto trouxe à tona conceitos sociais embasados em posicionamentos matemáticos. A ciência utilizada para apresentar os conceitos foi a Geografia, mais especificamente a Cartografia. Com diversos recortes do mapa-múndi baseados em conceitos especiais, Pompéia desvendou uma nova maneira de ver os povos, sua hierarquia e suas relações.

Finalizou a exposição com as luzes do cinema todas apagadas, mostrando os resultados de um mosaico entre formas geométricas e imagens projetadas. A proposta era despertar o olhar sobre como as mudanças em pequenos elementos podem influenciar no todo e como a percepção individual pode dar diferentes formas ao mesmo elemento. Conseguiu sintetizar, em um simples jogo de luzes, todos os conceitos discutidos durante as duas horas anteriores.








 

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