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TV Esporte

10/11/2005

Quo vadis América Latina?


Como se temia, a IV Cúpula das Américas realizada em Mar Del Plata em novembro entrou para a história como uma das mais inúteis conferências já realizadas no continente em todos os tempos. As causas deste verdadeiro fracasso estão claramente localizadas em um conjunto de lamentáveis circunstâncias políticas em vários países latino-americanos. Mais uma oportunidade foi perdida para que os países do sub-continente pudessem retomar o caminho do desenvolvimento sustentável que não se vê há décadas por estas bandas.
Ao invés de focar na urgente necessidade de reformas econômicas e sociais, a maioria dos líderes dos países latino-americanos estava mais preocupada com as mais de quinze eleições que deverão ocorrer nos próximos dezoito meses. Os líderes que usaram o encontro para anunciar o bom desempenho econômico de seus países que, diga-se de passagem, não é tão grande assim em nenhum dos casos, sabem que o crescimento médio recente deve ser creditado a forças que estão além de seu controle. Baixas taxas de juros internacionais, fluxos de investimentos favoráveis em mercados emergentes e a crescente demanda de commodities como óleo, cobre, ferro, soja e carnes, são em boa parte causa do desempenho razoável de alguns países da região.
A maioria dos líderes latino-americanos deveria reconhecer que perdeu o foco. Perderam a capacidade de lidar com realidades crônicas e perversas para as quais não foram capazes de oferecer modelos de transformação. O presidente argentino Nestor Kirchner parece voltar-se para populismo grotesco de Hugo Chavez. O venezuelano foi a figura que mais tirou proveito da patética cúpula oficial além de participar do fantasioso encontro paralelo e fazer dueto com a trágica e decadente personagem do universo futebolístico dos anos 80, Diego Maradona. O presidente mexicano, Vicente Fox, que no final do mandato já é praticamente “carta fora do baralho”, perdeu a chance de ficar calado ao declarar viável a possibilidade de uma área de livre comércio das Américas sem os países do Mercosul e a Venezuela. Embora tenha razão, só logrou constrangimento político sem obter nenhum benefício prático. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, atormentado pelos escândalos de corrupção que seu partido desencadeou dentro de casa, tentou mais uma vez usar a agenda externa para promover a “liderança sul-americana” que até hoje poucos puderam compreender do que se trata. O presidente Alexandro Toledo do Peru, assim como os líderes da Bolívia e do Equador, pareciam mais bonecos artificiais distantes da dramática situação política por que passam seus países.
Com a única exceção do Chile, os países da América Latina tem apresentado resultados sofríveis quando se trata do aumento de competitividade de suas economias. As estatísticas do World Economic Forum mostram índices baixos de poupança nacional, melhoria de educação, igualdade de renda, combate à corrupção e criminalidade, e investimento em infra-estrutura. Um aumento dos juros internacionais e uma redução ainda maior nas taxas de câmbio seriam suficientes para abalar as frágeis estruturas das economias latino-americanas aumentando suas dívidas externas e reduzindo o valor das exportações.
É urgente que o nacionalismo populista emergente em vários países como Venezuela e Bolívia, em menor escala na Argentina e de forma confusa também no Brasil, seja combatido e rejeitado. Reformas para garantir a melhoria do ambiente de negócios são a única maneira de atrair o tão necessário investimento direto estrangeiro. Quando se observa o esforço e a dedicação de países asiáticos como Cingapura, Malásia e Coréia do Sul e mesmo em país mais próximo das dimensões do Brasil como a Índia, ao enfrentarem os desafios do crescimento, vê-se como ao latino-americanos estão desorientados. Enquanto asiáticos focaram em tecnologia, educação, empreendedorismo em biotecnologia, energia limpa, tecnologia ambiental, aumento de competitividade e melhoria do ambiente de negócios, o sub-continente latino-americano descarrilha para as fantasias bolivarianas, movimentos anti-imperialismo e anti-globalização, manifestações ressentidas contra as mazelas de que somos os únicos responsáveis. Não há mais tempo a perder.


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