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Planeta Eu

19/04/2017

Voa Aurélio! por Jany


A pia da cozinha é um ótimo lugar para eu pensar mal do meu marido. No carro também não é ruim, quando ele é brusco nas curvas e brecadas!

O terrível de morar sozinho é não poder se perguntar: “quem deixou o pano de prato no meio da sala?”

Na pia eu penso o quanto ele é bagunceiro, como não é capaz de limpar assim que usa, como não termina o que começa.

Um dia -susto! - vi que falava de mim e não dele. Eu que sou igual em tudo isso, embora talvez não seja na brecada brusca do carro.

Ou será que quando não respondo uma mensagem, quando a conversa estava rolando solta no whatsapp, eu estou brecando bruscamente?

Não importa? Não é preciso catar pelo em careca. Sou igual a ele na minha humilde humanidade! Tem tudo em mim, como potencial.

Outro dia um bebê teve uma convulsão. Sorry, está no dicionário: convulsão! Tudo que está no dicionário e quiçá no google existe e pode atuar em mim ao longo da minha longa life! Of course!

Não que eu concorde inteiramente com esse projeto! Tiraria feliz várias palavras do Aurélio. Geração google, atenção! Aurélio não é meu marido, é um dicionário que já foi muito famoso. Deixaria a palavra recuperação. Sim, o bebê se recuperou bem! Ufa!

A pia é meu mais lindo santuário, minha almofada de meditação, minha parede branca do Zen Budismo. Ali eu me encontro comigo ao pensar mal do Aurélio. Digo, Paulo.

Basta abrir a torneira e olhar a promiscuidade dos pratos sujos entrelaçados com os garfos, alguns dormindo de colherzinha, como se diz na França.

Posso me perguntar: porque a pia? Talvez - imagino - por ter sido também o palco das reclamações do meu pai, que devo ter ouvido ou captado quando pequena. Afinal ele era virginiano e minha mãe rivalizava com o Paulo - e comigo - em capacidade de fazer bagunça.

O que dizer dos papéis do meu pai? Ele se atolou neles. Será que é por isso que minha escrivaninha neste exato momento está em convulsão? Assim como minha capacidade de gerir a vida?

Enfim, você captou! Quando pensar mal de alguém - de mim agora? - saiba que você está na área do seu conflito interno, na sua guerra civil.

Acredito na consciência. Ela é uma dama que me leva para bem longe da ilusão, do auto-engano. Ela está no Aurélio também. Lá diz: “compreensão que se tem da própria existência; conhecimento, discernimento; sentido de responsabilidade, dever; dignidade, honradez!

Muitas palavras e sentidos para dizer que a consciência é um belo encontro comigo. Quando falo do Paulo ou de qualquer pessoa reparo se não estou falando de mim. Bingo! Apenas isso. Para que a pressão de ter conflitos internos inconscientes possa subir para o céu como uma linda ave, me deixando mais livre, leve e solta!

Não é mesmo, Aurélio?

Ilustração: mural pintado em hostel no Panamá por Julia Vargas e Llorenç Estivill Meneses.


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Jany

Escritora e Focalizadora de Dança Circular no UlaBiná.

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