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Planeta Eu

20/07/2018

Eu minto sim!


Estou com lente de aumento na mão! Procurando nas minhas muitas falas diárias aquelas que são mentiras!


Sabe por que?


Um dos motivos é que percebi, viajando pela Índia, que vivemos sob o jugo dos nossos hábitos coletivos muito mais do que podemos supor, e por isso estou interessadíssima em descobrir que hábitos imperceptíveis eu tenho e que divido com meus pares.


Por exemplo, na Índia muitas pessoas comem com as mãos e não com talheres. Eles se sentam preferencialmente no chão e não em cadeiras. Claro que muita gente já não tem mais esses hábitos, porque a contaminação do jeito ocidental de ser já vem acontecendo desde que os ingleses acharam que a Índia era um bom lugar para possuir.  Aqui também, né? Os índios andavam nus até que o reinado português chegasse e dissesse: Oh, que rico lugar para chamar de meu!


Outro dia estava exausta (justificando agora? mentindo?) para ir dançar no grupo de estudos. Olhei para meu amigo que estava na minha frente com seu neto no colo e pensei: vou escrever para avisar que não vou ao grupo porque estou de babá. Mentira! Peguei aquele pensamento de calça curta na hora que ele apareceu e aí preferi escrever apenas: Hoje não vou.


Descobri que minto todos os dias! Minto quando espero que minha amiga saia do carro para comer o chocolate que não quero dividir com ela. Minto para não magoar, minto para não ficar magoada com a mágoa do outro.


Minto “normal” como todos mentem diariamente. As tais mentirinhas brancas de todos nós que vivemos nesse ambiente de novela, onde o outro e eu estamos imersos em paixões, vinganças, ódios, constantemente avaliando se o outro é útil ou não para interagir conosco.


Não comemos o almoço com as mãos, mas a mentira é um hábito que dividimos coletivamente, talvez inclusive com nossos irmãos indianos também.


Experimenta scannear sua mente durante o dia para ver quando a mentira vem te convidar para se expressar e agir. Não para evitar fugir do inferno ou ganhar o céu. Observa apenas para ter consciência.


Sou muito fã da consciência porque ela possibilita a escolha: Mentir, não mentir, por que mentir, por que não, quais as consequências tanto de um quanto do outro...


Enfim, posso escolher a pegada que quero deixar na Terra.



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Jany

Escritora e Focalizadora de Dança Circular no UlaBiná.

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