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09/09/2005

Sete de Setembro


Dizem que um dos acordos para que fosse autorizada a nossa independência foi contratar uma dívida externa em condições supervantajosas para o contratante. Parece que era vitalícia e inquebrável.

Chegamos a setembro mais podres que nunca. Sai um bando de horríveis para a entrada de piores. A única conversa ouvida em rádio, televisão e jornal é dólar, mercado, economia estável, estatísticas e outras guloseimas para aqueles contratantes de mais de um século atrás que só fizeram engordar desde então. Obviamente, presidentes falastrões só fazem mais ridícula toda essa relação empregado-empregador. Ao menos o presidente anterior demonstrava sua alegria de funcionário do mês, com aquela sua elegância cínica e ordinária. Deixo claro que o empregador são aqueles que controlam o sistema econômico e pseudoprodutivo neste país ― pseudo porque o que realmente proporciona muita riqueza e ao mesmo tempo muita miséria é a agiotagem interminável. Os empregados são os três poderes que servem a esses senhores em um belíssimo teatro de sombras, em que o povo, mais conhecido por plebe rude, faz o papel de palhaço.

Gasta-se um dinheirão nestas paradas cívicas de 7 de setembro. Para mostrar o quê? Não sei! Desfiles de soldadinhos cuja função fica cada vez mais anacrônica, servindo para ocupar imensas quantidades de pessoas com baixo nível de escolaridade e intelectualidade, assim como acontece com a lei que obriga postos de gasolina a contratar frentistas, ou gigantes que nunca quebram pelo único motivo de que poriam milhares nas ruas, que se juntariam a outros milhares que não têm função. Quando a criminalidade aumenta e não pára de acontecer, ficam aqueles sujeitinhos televisivos a esbravejar contra a conseqüência, e não contra a causa. Hábito nacional de sempre destacar a conseqüência e tapar o sol com a peneira ou tapar com cortinas de fumaça a realidade inaceitável.

Imaginar que botar para fora alguns picaretas resolverá tudo é uma ilusão que está sendo muito bem vendida pelos senhores empregadores, e uma vez aceita pela sociedade, será a permanência da mediocridade como parâmetro para o País.

Sempre detestei o 7 de Setembro com suas paradas militarescas e autoridades de papel, comemorando algo que nunca aconteceu.

Mais uma farsa no País do faz-de-conta.


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