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09/09/2005

Fru-Fru no Bordel - uma crônica hiper-realista


Começa aqui mais um programa da série Brilhantina e Gravatinha, apresentado pelo estelar Bacury Jr., hoje diretamente da porta de saída do Bordel e Pizzaria Congresso, onde se realiza mais uma reunião para saber quem são os novos milionários de nosso glorioso país e se discutem quais as penalizações para quem roubou com menos competência.

O apresentador, já maquiado e penteado, começa a circular com seu microfone em busca de celebridades ou interessados em alguns minutos de papo-furado com jeito pseudo-glamoroso.

Bacury Jr : Vemos aqui saindo, todo alegre e faceiro, nosso querido deputado Gordão Wellington, e perguntamos imediatamente o que ele está achando da comoção provocada por suas declarações de que aqueles 300 picaretas dos anos 90 também são ladrões e desonestos.

Deputado : Meu querido Bacury, com grande alegria o reencontro nesta ocasi ão festiva e motivo de júbilo para todos nós. Posso lhe dizer que é tudo verdade.

Bacury Jr : Diga-me, deputado, por que esse apelido “Gordão” ?

Deputado : Ora, porque sou grande e gordo.

Bacury Jr : Claro, claro. Obrigado, querido Gordão. Ah, temos aqui um outro deputado… parece-me o Jo ão Manoel. Deputado… deputado… fale conosco.

Deputado João Manoel : Pois não.

Bacury Jr : O senhor me parece muito contente e muito à vontade com toda essa confusão.

Deputado João Manoel : Sem dúvida. Veja, eu nasci em um bordel e passei grande parte da minha vida ali com mamãe, suas amigas e amigos, e aprendi muito. Assim, tudo o que eu precisava saber veio diretamente da minha experiência real, e aqui me sinto em casa.

Bacury Jr : Muito bem, e que o senhor continue seu belo trabalho em defesa da locupletação geral da República.

D eputado João Manoel : É isso aí… tudo que eu faço é pelo povo, e nós somos povo. Obrigado pela atenção e por estar neste maravilhoso e útil programa.

Bacury Jr. : Olha, olha, parece ser o Presidente… Presidente, presidente, diga-nos algumas sábias palavras.

Presidente (parecendo tresloucado e despenteado, olhos arregalados): Que presidente, onde?

Bacury Jr. : O senhor é o presidente.

Presidente : Ah claro, é que eu achei que tinha visto o Jânio. De qualquer maneira, consegui dar uma escapada daquela porcaria de palácio, cheio de sombras e gente cochichando, dizendo: “Faça isto e faça aquilo”. Aqui deve estar mais divertido. Parece que liberou geral.

Neste momento, chegam correndo quatro seguranças fortões, vestidos de black, e arrastam o presidente de volta para sua cela palaciana, desculpando-se e dizendo : “E le escapa de vez em quando… tá dando o maior trabalho”.

Bacury Jr. : D esculpe-nos o imprevisto, mas é sempre um prazer falar com alguém que realmente entende de mercado, bancos e dinheiro e que só trabalha para o povo, mostrando aos ignorantes como se faz para viajar, alimentar, amar e, sobretudo, a maneira certa de dormir envolto em lençóis de algodão egípcio. Mas continuemos com nossa noite de maravilhas! Temos agora o nosso queridíssimo Falcon Vagalhões Neto. Falcon, antes de qualquer coisa, deixe-me elogiá-lo por este maravilhoso corte de cabelo e esta maravilhosa gravata perolada e dizer que estou extasiado com sua impecável atuação neste show das Mil e Uma Noites, sem esquecer de Ali Babá.

Falcon Vagalhões Neto : Humildemente agradeço suas belas palavras e complemento dizendo que não faria nada que vovô não me disesse para fazer. Em outras palavras, pura sabonetaria serpentária.

Bacury Jr. : Parabéns, e aqui vamos nós. Ah, passa por aqui um senhor. Vamos conversar com ele.

Senhor : Pois não.

Bacury Jr. : O senhor faz parte do grupo de trabalho?

Senhor : Não, eu sou físico nuclear, mas estou trabalhando aqui como faxineiro. Ganho mais e me divirto mais do que na universidade.

Bacury Jr. : Barbaridade, corta, corta… Nossa, um homem desnudo. Mas é o deputado Josué Peroba. Deputado, por que esta vestimenta pra lá de mínima… e não posso deixar de reparar que a coisinha está bem encolhidinha… o que houve?

Josué Peroba : Eu estava posando de Zeus e roubaram minhas roupas. Isso aqui passou dos limites… Você acredita que, quando estava saindo, passaram a mão na minha bunda?

Bacury Jr. : Barbaridade, corta, corta… Finalmente, nosso rei rastafári, o ministro da cultura Gal Velosa. Diga-nos algumas palavras.

Gal Velosa (olhando enviesado): Eu fumo, mas n ão trago.

Bacury Jr. : Barbaridade, corta, corta… Esta difícil manter o alto nível de nosso programa, mas o jabá nos chama.

Bacury Jr. : Um cabeludo mal-vestido… Vejamos o que este verme tem para nos dizer.

C abeludo : Eu sou o deputado Babau Pau Comeu. Mesmo para um bordel, a putaria extrapolou eu quero o impedimento geral da Na ção. Onde já se viu um Bordel com Pizzaria. Eu quero… @#$%#$*…

Bacury Jr. : Barbaridade, corta, corta… Tentamos mais uma vez. Aqui um cidad ão com olhar triste e olhando para a lua. O que você tem a dizer sobre este estranho momento de nossa história.

Cidadão : Eu sou artista plástico e estou aqui por acaso.

Bacury Jr. : M as o que você acha ?

Cidadão : N ão acho nada. PENSO QUE DEVERIA TER NASCIDO NA FRANÇA.

Bacury Jr. : Corta, corta, corta, corta…

E as liteiras carregadas por quatro enormes guerreiros de ébano, seguidas pela carruagem branca puxada por dezesseis corcéis negros, partem para outras paragens mais perfumadas e abrilhantinadas longe da plebe rude e ignara.

QUALQUER SEMELHANÇA COM A REALIDADE É MERA COINCIDÊNCIA.


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