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21/12/2006

Corrupção virulenta


Em 25 de julho de 2005 escrevi essa coluna. Hoje, acrescentei pequenos detalhes e ela está mais atual do que nunca. Demonstrando a excelência do País no quesito andar para trás.

O modo de viver deste País sempre se baseou na corrupção. Antigamente, tínhamos uma população bem menor, centros urbanos com baixa densidade demográfica. Maioria das pessoas morando em cidades interioranas e nas áreas rurais.

Tinhamos menos políticos, mais acessíveis e segundo consta, comissões nunca ultrapassavam 10%. Por outro lado, tarifas eram baixas, impostos idem e o País por ser abençoado e rico, continuava a andar, devagar, com pitadas surreais, prazerosamente como num balançar de rede em fim de tarde.

Nosso sistema político funcionava de maneira claudicante, com antigos vícios da colônia e do império e chegou nos anos 60 praticamente intocado em seus recursos naturais, com um povo tranqüilo, simples em suas necessidades.

Claramente o primeiro mundo, então já disparado em seus enormes avanços sociais, econômicos e tecnológicos, se aperceberam do esgotamento dos próprios recursos e ardilosamente começou a interferir em enormes países intocados da América Latina, em particular o Brasil.

Incutir um princípio equivocado de democracia em um País majoritariamente ignorante foi o primeiro passo. Em segundo lugar, criar um gigantesco vácuo de inteligência e cultura por 20 anos, com um estúpido e inútil golpe militar... E na seqüência elevar ao poder pessoas desonestas, equivocadas e, sobretudo, atrasadas. O que não apresentou nenhuma dificuldade visto a enorme disponibilidade de tais personagens.

Não esquecendo de jamais implantar políticas coibindo a migração predatória ou a destruição das comunidades rurais, tornando a vida no campo inviável para quem não fosse latifundiário mecanizado e ao mesmo tempo destruindo todos os centros urbanos dignos deste nome.

Gente de muito mais capacidade, seguidamente repete que devemos mudar radicalmente nossos sistemas de governo, sistemas eleitorais, hierarquias e sobretudo retirar privilégios de todo e qualquer político deste País. São criaturas ininputáveis, irresponsáveis e sobretudo se esqueceram do motivo pelos quais foram eleitos.Servir ao povo.

Chegamos ao ponto de um Presidente da Republica vir a público dizer que no Brasil é assim mesmo e que todos cometem crimes eleitorais. Ora, se cometem crimes eleitorais que reputo extremamente graves, pois distorcem radicalmente os resultados de qualquer eleição, imaginem o resto. E agora esse presidente é reeleito e os jornais alardeiam que é o melhor presidente da história. Assim como o bando de deputados.

Na grande maioria dos municípios brasileiros existe uma crônica roubalheira, máquinas administrativas inchadas, inadequação nas nomeações que sempre obedecem critérios de indicação e não de competência, promiscuidade entre poderes e a total impossibilidade de qualquer ação reestruturadora. A perpetuação de dinastias políticas é uma realidade que se transformou em coletivo de quadrilhas criminosas e mal-intencionadas. Alimentadas pela mentira e hipocrisia.

Esses esquemas municipais se repetem nas estruturas estaduais e seus governos. Finalmente no governo central onde é levado à sua eficiência máxima, onde os verdadeiros "DONS" comandam suas enormes famílias numa constante briga por território, dinheiro e poder.

Na selvageria dos dias de hoje, onde tudo esta tercerizado, serviços públicos inexistentes, incompetência generalizada, atraso sistemático em todas as áreas, com a cultura baseada em declarações de celebridades, fica difícil achar graça em nosso País.

Não acredito em mudanças, pois a maioria da população não as quer, e não tem idéia do que seja viver em lugares onde os princípios básicos não são baseados na falta de carácter e na corrupção. Da alma e das idéias. Estamos completamente e irrevogavelmente vendidos. Feliz Natal.


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