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05/01/2006

A Política 2005


Para aqueles que não têm atuação partidária ou participação em esquemas políticos, ou ainda não são políticos atuantes em um dos poderes teoricamente constituídos, 2005 fica sendo o ano em que as ilusões terminaram.
Fica mais clara a incompetência generalizada do serviço público brasileiro. Digo brasileiro, pois nivelou-se ao rés do chão toda e qualquer atividade de administração pública.
Atualmente, seja em âmbito municipal, estadual ou federal, aqueles envolvidos com o poder público trabalham em causa própria ou em causa de seus grupos, na manutenção ou obtenção de mais poder.
Somente não entendo que não exista qualquer lei ou restrição para a atuação desses grupos acima citados; ou melhor, existe em teoria, mas devido à promiscuidade dos poderes, ao cinismo e à hipocrisia, leis e comportamentos não se aplicam àqueles que têm poder político. Fica claro que estamos sendo enganados permanentemente: por prefeitos, vereadores, governadores, deputados e presidentes. Ainda mais grave, somos enganados por aqueles que deveriam ser os guardiães da justiça.
Permitiu-se que o País atingisse um nível tão alto de desorganização e desordem, que o atual sistema é inviável. Criou-se uma massa com poder aquisitivo baixo, com nível de educação ainda mais baixo, de modo que o controle é exercido, sem muito esforço, por redes de televisão. A pauta do dia-a-dia do brasileiro médio é passada diariamente pela televisão: como se comportar, como devem ser os relacionamentos, a obediência, a aceitação, os medos, moda, bebida, comida e as maravilhas de ser brasileiro. Baseados na pauta televisiva, seguem o figurino as rádios, jornais e revistas. Quantidade, e não qualidade.
O ano de 2006 será de eleições, copa do mundo, mais o carnaval de sempre, os feriados emendados e todo aquele procedimento de vida truncado e mediocrizante que nos leva a crer que teremos mais do mesmo. Um Brasil de gente atrasada e equivocada.
Em outras colunas, falei exaustivamente de minha visão de um Brasil melhor e de coisas simples e corajosas que deveriam ser implementadas. Não vou repetir tudo agora, mas não deixo insistir na necessidade enorme de se extinguir o voto obrigatório, assim como os radares fotográficos e as lombadas. A conexão entre eles é que os três, e ainda alguns outros fatores, têm como função atravancar e prejudicar a vida das pessoas. Somente isso. Soluções inteligentes e práticas com efeitos benéficos não fazem parte dos pensamentos de quem nos governa. Ou melhor, nos desgoverna.
Em nosso Brasil atual, todos temos que falar incessantemente em nossos celulares, manter nossos carros sempre brilhando, sempre equipados com os vidros mais pretos que o mercado colocar à disposição e fingir que temos dinheiro para comprar acessórios inúteis. Mas, no final das contas, todos devem dinheiro a bancos, cartões de crédito e débito, favores para alguém no poder e por aí vai. Neste país a população tem sempre ― e me perdoem a expressão popular ― "o rabo preso".
Fica a angústia de não saber ou não ter vontade de votar em alguém. Qualquer um. Não fará diferença. O problema não está mais nas pessoas especificamente e, sim, em nossa estrutura administrativa e política; em nossa constituição arcaica e mal-intencionada; e no paradoxo intransponível de que aqueles que podem fazer a mudança não querem fazê-la e não a farão.
Todos os graves problemas que temos em nosso país se acentuaram ainda mais, refletindo a tendência permanente de uma sociedade perdida e sem rumo; sem sonhos ou vontades; “infantilóide”.
Os finais de ano, especialmente em minha vida adulta, trazem sempre uma sensação de felicidade artificial, como uma fuga da realidade, em que os arquétipos capitalistas e religiosos se potencializam, engolfando a população nesta sucessão de clichês comportamentais cuja única utilidade é fazer a velha carroça continuar andando.

Feliz Ano Novo.


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