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Minha Vida Animal

02/05/2017

Buraqueira, uma corujinha muito fofa


Símbolo da Deusa grega da sabedoria, Atena, na antiga Grécia, e ainda vítimas de preconceito por alguns, que acreditam que ela traz azar, as corujas são aves que fascinam as pessoas por sua aparência e seus hábitos. Ao todo foram classificadas 200 espécies de corujas em todo o mundo, algumas tipicamente brasileiras. Uma delas é a popularmente conhecida como coruja-buraqueira, muito avistada aqui na região da Granja Viana.

A Athene cunicularia é uma ave de rapina de pequeno porte, que habita desde o território do Canadá (América do Norte) até a Terra do Fogo (extremo sul da América do Sul) e são encontradas por todo o Brasil, menos na bacia Amazônica. Seu nome, “buraqueira”, se deve ao fato de viver em buracos ou tocas. Mesmo preferindo se apossar de buracos abandonados por outros animais como tatus, se for preciso, ela mesmo cava o seu.

Medindo aproximadamente 23 centímetros, o macho é maior que a fêmea. Geralmente, sua plumagem é amarelada – sendo que as fêmeas comumente são mais escuras que o macho - suas sobrancelhas são brancas e seus grandes olhos são amarelos. É uma ave tímida, por isso, vive em lugares sossegados. Durante o dia, ela cochila em seu ninho ou toma sol nos galhos de árvores. Seu voo é suave e silencioso.

A visão da coruja-buraqueira é binocular, ou seja, ela enxerga um objeto com os dois olhos ao mesmo tempo, o que permite que sua visão seja em três dimensões. Além disso, é 100 vezes mais aguçada que a do homem, sua audição é potente e possui a capacidade de girar o pescoço em um ângulo de até 270º. Com esses sentidos aguçados, a coruja-buraqueira é uma excelente caçadora. Embora possa caçar a qualquer hora do dia, ela prefere o entardecer e o amanhecer, ou seja, ao crepúsculo.

Sua alimentação é variada como insetos, pequenos roedores, cobras e até pequenos pássaros. Os meses de março e abril são o período de reprodução da coruja-buraqueira. Nessa época, o casal se reveza no preparo do ninho, aperfeiçoando o buraco abandonado por outro animal. Elas cavam com os pés e os bicos, alargando e aprofundando horizontalmente o buraco inicial. Geralmente o ninho tem entre 30 e 60 centímetros de largura e chegam a medir até 3 metros de comprimento. Por fim, o fundo do ninho é coberto com capim seco.

A fêmea bota entre seis e 12 ovos, e os choca por 28 dias. O macho é responsável por proteger o ninho e procurar o alimento para a fêmea e para os filhotes até estes abandonarem o ninho. Por volta de 14 dias após o nascimento, as corujinhas já se aventuram na saída do buraco, onde ficam empoleirados esperando o alimento trazido pelos pais. Apenas depois de 44 dias, os filhotes abandonam o ninho. Começam a caçar insetos em seguida, com aproximadamente 50 dias, estando aptos para viverem sozinhos após 60 dias. Elas chegam a viver mais de 25 anos em seu habitat natural e o único predador da coruja-buraqueira é o homem.


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Angela Miranda

Angela Miranda, jornalista, geógrafa e moradora da Granja Viana há 30 anos.

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