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08/12/2005

Tênis infanto-juvenil: roda de amigos e futuros empresários


O enfoque do tênis na década de 60 era outro... O objetivo principal, acima de vitórias, rankings, patrocínios e convocações, era a preservação do ambiente de amizade. E isso se estendia, além da roda de tenistas, aos familiares dos jogadores. A cena mais comum era ver jovens, após acirradas disputas, todos juntos numa pizzaria com a família reunida. Posso até estar enganado, mas talvez tenha surgido daí a expressão “tudo acaba em pizza”. Com a entrada do dinheiro no esporte, obviamente que o enfoque mudou.
Infelizmente, o que mais vejo hoje nos torneios juvenis são jogadores, técnicos e familiares falando mal da vida dos outros. Esse é um clima típico em qualquer canto do mundo, onde vitórias e rankings podem significar o sucesso ou insucesso de um jogador.
O meu primeiro Campeonato Brasileiro infantil, aos 13 anos, foi disputado no Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro. Toda a delegação paulista cabia em dois ônibus e todo o grupo ficava num alojamento, na verdade, um convento.
Era um quarto enorme, com 100 camas. Nesse lugar dormíamos eu, o Luís Felipe Tavares, Alcides Procópio Jr, Lelezinho Fernandes, Paulo Cleto, Paulo Ferreira, Marco Ferreira, Wilton Carvalho, Marcelo Grassi, Luís Grassi, Luís Ohara, Ciro Gomes, José Segala e Milton Mota, o então vice-presidente da Federação Paulista de Tênis.
Era o meu primeiro grande campeonato. Estava completamente “verde”, não sabia exatamente o que estava fazendo ali. Perdi na primeira rodada para um jogador do Rio de Janeiro, Luís Lobão. Eram três irmãos na família que jogavam muito bem e perdi para Luís.
Apesar do talento, o Luís Lobão parou de jogar cedo, aos 16 anos. Ele se transformou, mais tarde, no presidente da Coca Cola no Brasil. Em 1994, eu lia a revista Exame, quando vi na capa a foto de uma pessoa familiar. Era o Luís.
Mandei uma carta (ainda não existia e-mail aqui no Brasil) para ele e o convidei para conhecer a minha academia em São Paulo. Pouco depois, ofereci um projeto de patrocínio e, através desse relacionamento com o Luís, o negócio foi fechado. De adversários, aos 12 anos de idade, na quadra de tênis, fomos nos reencontrar 30 anos depois para viabilizar um negócio.
Esse é um exemplo da importância que o tênis tem não apenas dentro das quadras e que poucas pessoas dão o devido valor. Existem muitos pais de infanto-juvenis que estão visualizando a carreira profissional do filho, pensam em transformá-lo em 50º colocado do ranking mundial para ganhar dinheiro, senão o tênis não serve para nada. Há um outro lado no tênis, de negócios,
oportunidades e relacionamentos, que também é muito importante para uma pessoa. Meus melhores amigos, até hoje, são aqueles que foram meus adversários na adolescência em torneios de tênis.
Tive vários colegas que, em função do tênis, aproveitaram oportunidades e se tornaram grandes empresários, assim como Luís Lobão. Pessoas que, com o aprendizado e a disciplina que o esporte exige, se transformaram em grandes líderes empresariais.
Jorge Paulo Lehman, que foi por muitos anos, ao lado de Thomaz Koch, o principal tenista do Brasil, é um dos empresários mais bem sucedidos do país, assim como Fernando Gentil. Luís Felipe Tavares é sócio de uma das maiores empresas de eventos e marketing esportivo do mundo,
a Octagon Koch Tavares; José Salibi Neto tornou-se um executivo de sucesso e dirige a HSM; Fenando von Oertzen é um importante executivo na Octagon Koch Tavares; Luiz Mattar e Cássio Motta também se transformaram em empresários respeitados. O tênis me ensinou muito. Aprendi a atuar também em outros ramos de atividade, como no de empreendimentos imobiliários e na representação, no Brasil, do Resort PGA Golf, com sede em Port Saint Lucie, na Flórida (EUA).
É uma grande quantidade de ex-tenistas que se tornaram bem sucedidos em seus negócios, dentro ou não do esporte, perto ou longe das quadras de tênis, nos mais diversos segmentos da nossa sociedade.
O esporte, de uma maneira geral, não só o tênis, tem formado grandes administradores e líderes. O vôlei, sem dúvida, é uma modalidade que se desenvolveu espetacularmente no Brasil em função do trabalho competente de Carlos Arthur Nuzman. Atual presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e integrante do Comitê Olímpico Internacional, Nuzman foi meu companheiro de viagem em duas Macabíadas. Ele, na época, era o principal atacante da seleção brasileira de vôlei. Enquanto atletas, tivemos contatos durante as viagens.
É uma pena que nenhuma pessoa do tênis até hoje, com capacidade e sucesso pessoal e profissional, tenha assumido o comando da Confederação Brasileira de Tênis. Se alguém, com essa qualidade, tivesse sido o presidente da nossa entidade, certamente o tênis hoje estaria num estágio muito mais avançado.
O tênis ensina muito para a vida. Na verdade, quando você vai vender um projeto, é como se encaminhasse para um jogo de tênis. Tem começo, meio e fim. Você tem de vencer aquela batalha. Tem projeto que, quando vou começar a viabilizá-lo, sei que vou vencer por 6/3 e 6/3; tem outro que, para ganhar, sei que vou precisar ir até o quinto set; existem outros em que a derrota por 6/ 0 e 6/0 é inevitável. Sempre faço esse paralelo nos meus negócios. As pessoas que tiveram a experiência dentro e fora das quadras são mais preparadas para administrar ou liderar seus negócios. Essa escola que o tênis proporciona é algo que não se aprende em uma cadeira de faculdade.


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