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10/11/2005

Jogo para maricas


Diante das dificuldades, eu só jogava aos finais de semana. O primeiro grande problema é que não havia uma pessoa durante a semana no clube para jogar tênis. Esse esporte era restrito para os dias dos finais de semana, era uma atividade de lazer. Outro empecilho era a longa distância: eu morava perto do Aeroporto de Congonhas, na alameda dos Aicás, e não tinha a menor possibilidade de meus pais me deixarem, com aquela idade, pegar um ônibus para ir treinar no clube.
Só depois de muita insistência, consegui convencê-los. Pegava o ônibus na avenida dos Imarés, que me deixava na avenida Santo Amaro. Dali pegava outro até a rua Joaquim Floriano e mais outro até a atual avenida Brigadeiro Faria Lima, que, na época, se chamava rua Iguatemi. O trecho até A Hebraica eu percorria a pé. Tudo isso sozinho aos 10 anos de idade e, às vezes, acompanhado
da minha irmã mais velha, Anita.
Existia um agravante na época que, aliás, era um fato curioso. A consideração que se tinha é que o tênis era um esporte para maricas. Ou embrulhava a raquete no jornal, que era o que eu fazia na maioria das vezes, ou eu enfiava a cabeça da raquete para dentro de uma mala (não existia raqueteira) para ir de casa até o clube e vice-versa. Fiz isso por anos e anos.
O Antenor Zuchetto era tenista do clube Tietê e um dos melhores do país.
Foi com ele que aprendi a fazer isso. Eram três ou quatro torneios de 1ª Classe por ano no Brasil. Eu via que, depois do jogo, ele embrulhava a raquete no jornal para ir para sua casa, que era localizada na zona norte. Imagine, à noite, um adulto entrando num ônibus com uma raquete de tênis! Ele iria passar uma vergonha enorme... Em roda de amigos da minha idade, entre meus colegas do bairro ou da escola, eu não falava que jogava tênis. Escondia isso.
Com 11 anos, comecei a disputar competições. As categorias infanto-juvenis tinham divisões diferentes. Eram divididas de três em três anos, de 9 a 12 anos, de 13 a 15 e de 15 a 18, bem mais difícil do que é hoje a distribuição, de dois em dois. Era muito difícil para um garoto de 9 enfrentar e vencer um rival de 12 anos.
Quando eu completei 12 anos, as coisas começaram a acontecer de uma maneira melhor para o meu tênis. O clube A Hebraica não oferecia condições para eu evoluir. Eram apenas duas quadras, não havia treinamento, não existia equipe de competição, era uma modalidade totalmente de lazer. Naquela idade eu já ganhava de praticamente todos os sócios, os adultos não queriam mais jogar comigo e durante a semana não aparecia ninguém no clube. Eu ficava, então, a tarde toda batendo bola no paredão ou com os pegadores..


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