TELEFONE E WHATSAPP 96948-3326 | Quem Somos | Anuncie Já | Fale Conosco            
sitedagranja
| booked.net | Newsletter

ASSINE NOSSA
NEWSLETTER

ASSINAR

| Anuncie Aqui

Helooos Voltar

05/10/2005

Guga com pinta de campeão


A primeira vez que vi Gustavo Kuerten foi durante a Copa Banco Econômico, na Bahia, onde acompanhei o Marcelo Saliola e o Odair Santos. Ele tinha 13 anos e era simplesmente mais um bom jogador infantil. Ninguém poderia imaginar o que aconteceria para aquele menino. Nenhum especialista, onde eu me incluo, poderia dizer que o Guga seria um top 10.

Tive uma das primeiras oportunidades de ver o Guga jogar em minha academia, na Granja Viana, durante o qualifying de um torneio profissional. Mas só fui observar que o Guga tinha algo a mais que o tenista precisa para se destacar no ano de 1993, no torneio juvenil de Roland Garros. Ele enfrentava um norte-americano nas quartas-de-final. Na disputa do tie-break do terceiro set, num momento de muita pressão, já naquela idade, ele me surpreendeu: jogou com agressividade. Ainda na fase juvenil, ele já apresentava essa característica arrojada que ainda é sua marca: ele jamais espera para vencer os pontos nos erros do adversário e sempre tem a iniciativa.

complicado e delicado, porque pode se perder muitas partidas das quais você teria condições de ganhar. Em contrapartida, é o diferencial que leva um tenista a se transformar em número 1 do mundo.

Existiram inúmeros jogadores que eternamente foram número 10 e 15 do mundo. Jogadores bons, sólidos e regulares, mas que não têm armas e atitude para chegar a figurar entre os três primeiros do ranking. Por isso, eu digo que o Fernando Meligeni teve condições de ser um top 15. Ele não reunia condições para ficar entre os três primeiros do mundo por não ter as características e os golpes que o Guga tem.

Quando o Guga saiu da categoria infanto-juvenil, ele conseguiu se colocar rapidamente entre os 100 melhores profissionais do mundo, passando Essa é uma característica dos grandes campeões. É um estilo de jogo muito dez meses na temporada jogando fora do Brasil. Naquela época, não tinha nenhum torneio profissional de porte em nosso país. Isso para um garoto é extremamente difícil.

Outra coisa que ajudou muito na carreira do Guga foi ter encontrado o Larri Passos. São poucos os técnicos em nosso país que se sujeitam a sacrificar anos e mais anos da vida pessoal e profissional apostando em um jogador.

Temos inúmeros técnicos em cima do muro esperando um jogador começar a despontar, para pegar o tenista e aí então investir. São bem raros os casos daqueles que se dispõem a investir no desenvolvimento e crescimento de um jogador, quando ele tem 12 anos de idade.

Lógico que o Guga é o que ele é pelas suas qualidades, disciplina, determinação e garra, mas o Larri teve um papel muito importante em tudo o que aconteceu, em todas as conquistas.

Esse exemplo talvez responda, em partes, um dos motivos pelos quais a Argentina tenha um tênis tão melhor que o do brasileiro. Sempre encontrei tenistas e técnicos argentinos fazendo o tipo de aposta Larri-Guga.

O pensamento, generalizado por aqui, é que quando tivéssemos um jogador entre os 15 do mundo, o Brasil seria o país do tênis. E apesar desse sonho tão distante ter acontecido, por incrível que pareça, não houve mudanças positivas. Tivemos um aumento de praticantes, sem dúvida nenhuma, exposição maior do esporte na mídia, mas de uma maneira mais sólida, mais consistente, mais organizada, pouca coisa mudou, lamentavelmente. Não vi aquele “boom” que imaginava. Todos nós erramos naquele prognóstico.
O que mais me preocupa é como será o futuro do tênis no Brasil. Somos um país muito mais de torcedores do que apreciadores do esporte. Fiquei triste, em 1998, quando a seleção de futebol foi vice-campeã da Copa do Mundo ao perder da França na final. Não pela derrota, mas de ver uma nação praticamente de luto pelo vice-campeonato mundial. Fiquei triste ver o Rubens Barrichello terminar a temporada como o segundo ou terceiro melhor piloto da Fórmula 1 e todos os brasileiros esculachando nosso representante.

Nossa cultura é de número 1, é de campeão. A minha preocupação no tênis é que será muito difícil surgir um novo Guga. O parâmetro para os próximos jogadores serão as conquistas do Guga. Se aparecer algum tenista que alcance o 15º lugar no ranking mundial, será algo fenomenal, mas sem grande valor para o país.

Meu foco principal dentro da academia hoje é atrair e segurar uma nova safra de tenistas. É muito difícil trazer alguém para o tênis, ao contrário de uma academia de ginástica. A pessoa que entra para o tênis é alguém que fica para o resto da vida. Como o mercado cresceu em função do sucesso do Guga, precisamos oferecer uma boa quantidade de atividades interessantes para segurar essa nova geração por mais alguns anos.

Outra preocupação que tenho é que os dirigentes de clubes se preocupem em melhorar cada vez mais a qualidade de serviços tenísticos para os seus associados. Alguns clubes estão terceirizando, a bons profissionais, os serviços de tênis dentro dos clubes. Se a gente consegue oferecer coisas legais para os praticantes da modalidade, por 30, 40 anos, o mercado continua consistente.

Se isso não acontecer, uma boa parte desse mercado vai trocar de esporte, vai abandonar o tênis.


Veja mais

Encontro com 200 profissionais do tênis
Previna-se contra as lesões
O atacado do tênis
Tênis: O esporte que oferece qualidade de vida
O Forehand é uma arma em potencial
O risco que corre o tênis brasileiro
Natureza – Parceira ou adversária?
Qual a idade para a criança iniciar no tênis?
O futuro do tênis no Brasil!!!
É preciso saber quando parar
Por que a Rússia está dominando o Tênis Feminino?
Sinal de alerta
Odair Santos 2
Exercícios para a maturidade
Caso de polícia
Mestre em trapalhadas
Tênis – Esporte, Negócios e Lazer
Odair Santos, planejado para as conquistas
Paschoal Penetta
O difícil relacionamento entre técnico e jogador

 




Pesquisar




X















© SITE DA GRANJA. TELEFONE E WHATSAPP 96948-3326 INFO@GRANJAVIANA.COM.BR