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12/11/2014

Vinho Chinês


O Cabernet Dry Red 2009 (Jia Bei Lan) foi o primeiro vinho chinês da história a vencer o Decanter World Wine, concurso promovido pela revista britânica Decanter. Entre os vinhos na mais alta faixa de preços, bateu outros vinhos franceses na mesma categoria. Os profissionais do vinhedo He Lan Qing Xue, na província Ningxia, no norte da China, comemoraram o recebimento do prêmio em uma cerimônia em Londres.

Assim como a Europa, o país possui um clima continental, com verões de calor intenso e invernos muito frios. No entanto, as temperaturas são mais extremas. No inverno, as videiras precisam ser escondidas sob o solo para ficar protegidas do frio. O consultor de vinho Demei Li, que tem passagens por vinhedos na França e ajudou a criar o vinho chinês, disse que a China não possui um clima "adequado para produzir vinho". 

China x França?

O Jia Bei Lan é uma mescla das uvas bordalesas Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Gernicht – que especialistas acreditam ser uma parente da Cabernet Franc ou Carmenere.

Os jurados do concurso descreveram o vinho como "suculento, gracioso e com aromas de fruta madura, mas não carnudo" e elogiaram a sua "excelente persistência e seus taninos firmes". Porém, o produtor chinês afirma que o vinho "não está tentando competir com os vinhos de Bordeaux, como os Grands Crus".

Segundo Demei, o vinho, com sabores de fruta e carvalho, é equilibrado e apropriado ao gosto chinês. Com o triunfo, ele espera oportunidades para venda em hotéis e restaurantes nos exterior. "O prêmio será muito útil para vender o vinho e desenvolver a marca", afirmou.

Em sua opinião, após o prêmio, "os consumidores de fora prestarão mais atenção aos vinhos chineses do que os próprios chineses". Tradicionalmente, o vinho não é uma bebida popular na China. Porém, "a cada ano consumimos mais vinho em detrimento de bebidas alcoólicas locais", já que a nova geração tem mudado seus hábitos em relação ao consumo de bebidas. 

A produção de vinho ampliou-se sobre a região central e noroeste da China. Na região autônoma de Xin-jiang (Sinkiang) está quase um quarto dos vinhedos, em 140.000 hectares, produzindo 1,5 milhões de toneladas de uvas. Quase toda a produção é consumida como uva ou passas.


A participação do vinho na moderna economia chinesa é o resultado de iniciativa estrangeira. No fim dos anos 70, o programa chinês de modernização permitiu a participação ativa dos estrangeiros na modernização da produção de vinho. O primeiro investidor foi Rémy Martin, que em 1980, junto com um produtor nacional, construiu uma grande e moderna vinícola em Tianjin errichtete. A marca "Dynasty" concorreu com a marca "Great Wall", a qual também contava com estrangeiros. Hoje é a líder de mercado de vinho em estilo europeu, com 13 milhões de garrafas anuais.

Na metade dos anos 80, por iniciativa de duas joit ventures estrangeiras, foram cultivadas vinhas de uvas européias de primera qualidade. A vinícola Huadong em Qingdao (Tsingtau) na costa norte da província de Shandong, foi criada por investidores de Hongkong. Hoje a parceira estrangeira é a Allied Domecq. A empresa produz 200.000 caixas e seus vinhos são de ótima qualidade. Dragon Seal Wines, uma empresa do grupo Pernod-Ricard e a Beijing Friendship Winery, produz bons Chardonnay e Cabernet Sauvignon. Tanto a "Huadong" como a "Dragon Seal" são marcas líderes. A Marco Polo Winery em Hangzhou, um projeto de investidores italianos e um produtor chinês de vinhos de arroz s criaram a marca "Summer Palace". Com o espumante "Imperial Court", a Rémy conseguiu em 1992 atingir uma nova classe de qualidade. Esse espumante é feito de castas de uvas clássicas para Champagne, que crescem no vinhedo da Vinícola Rémy de Shen Ma em Shanghai.

A safra chinesa produz cerca de 300.000 toneladas, com tendência crescente. Quase ¼ serve a 5 grandes vinícolas. A maior é a Changu Yu Winery em Yantai (Província de Shandong), que produz o vinho "Marco Polo". As outras - Beijing Yeguangbei, Lianyungang (Jiangsu), Great Wall e Tong Hua (Jilin) – produzem cerca da mesma quantidade. Os vinhos são produzidos no modo tradicional e atualmente no estilo europeu. Hoje os tanques são importados. Há ao todo cerca de 200 vinícolas, das quais, quase que somente aquelas que têm participação estrangeira são conhecidas. 

Uma novidade no mercado chinês de vinhos é a empresa Lou Lan, do francês Gregory Michel, com investidores de Hong Kong no deserto de Gobi, com uma produção de 400.000 caixas. Em 1998, foram importadas vinhas de Cabernet, Merlot, Syrah, Chenin e Riesling. As melhores vinhas são conhecidas como "Turpan Basin". No ano de 2002, a vinícola Maotai Changli colocou no mercado um Cabernet franc dentre outros vinhos. A família austríaca Swarovski, proprietária da Norton na Argentina, investiu em Shang-Li, onde deverão ser cultivados 300 hectares de Merlot e Cabernet.

Deu vontade de experimentar? Eu também fiquei.

Santé!


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