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14/09/2005

Ilhabela, mas nem tanto


Férias de julho com a família só começam mesmo lá para o final do mês. Mas não deixam de ser férias. Minha mãe, meu pai e eu em uma sintonia rara e bonita de se ver hoje em dia. Arruma as malas, põe no carro, abastece, calibra e desce a serra. Destino: Ilhabela. E lá fomos nós, fé em Deus e pé na estrada. Atravessamos a balsa, e como já há 5 anos, o nosso endereço era a rua Arapongas, bairro do Perequê, no Morro da Cruz. A casa não é nossa, mas é como se fosse. Ela é gentilmente emprestada de um grande amigo da família. Modesta e simples, foi construída para dormir, acordar e ir para a praia. O único atrativo ficou por minha conta, trouxe o som de São Paulo e alguns cd’s. Nossa felicidade estava ali, no sossego, no bucolismo e nos borrachudos.

Concordo que todo dia é dia de ser feliz, mas nessa viagem estava em vigor a brincadeira, patenteada por nós, em que cada um dos três integrantes teria o seu dia de ser feliz e os outros dois iriam colaborar. Parece bobo, mas torna a viagem naturalmente saudável para todos. Enfim, coisa de família abobadamente feliz. O primeiro dia feliz foi de todos. Especialmente de minha mãe. O segundo já estava combinado, seria meu. E inegavelmente foi. Dia de Sol e praia como há muito não tinha. Uma volta de bicicleta na Ilha. E ao chegar em casa um macarrão al pesto me esperava, no melhor estilo minha mãe. E o dia só estava na metade. Estiquei a rede com vista para o mar e dormi para além do pôr-do-sol. A estrela Dalva surgiu no céu e anunciou a chegada da noite. Tomamos banho e fomos para o centro econômico e financeiro de Ilha Bela, a Rua do Meio. Um cappucino no Ponto das Letras finalizou um dia que não precisava acabar. Voltamos para casa felizes, se é que preciso dizer. Com meu desejo realizado o dia não acabou, aliás, guardou as maiores emoções para o final.

Fomos abrindo, um a um, os cadeados que supostamente nos protegiam. A porta da frente, o banheiro e o quarto. Uma das portas da varanda estava aberta. No chão, muita fuligem e sangue. No teto, de madeira e sem laje, um rombo milimetricamente serrado. Indefesos e impotentes diante de um furto qualificado. Era uma das poucas coisas que eu ainda me orgulhava, o fato de nunca ter sido roubado. Sem contar, é claro, com a trupe de Brasília. Mas isso são outros 500 milhões.

Olho para minha mãe, calma. Meu pai, acomodado, como de costume, mas sereno. Não tinha motivo então para eu ser o pólo negativo da pilha familiar. De acordo com o vocabulário do boletim de ocorrência, que já mandei enquadrar, foram subtraídos de nós, ou melhor, de mim: um som portátil, prateado, marca Phillips, uma mochila amarela do Lance!, um short’s branco e um perfume Dimitri, do Boticário. “Nada mais”, escreveu Macedo, o único oficial responsável pelo plantão de 24 horas seguidas na delegacia. Pelo visto eu fora o grande sorteado da noite do meu dia de ser feliz e o turno dele só estava na metade.

A julgar pelo tamanho do buraco no teto de 30 por 30, o meliante é uma criança. Esperou sorrateiramente na calada da noite que nos ausentássemos, entrou na ‘nossa’ casa e escolheu a dedo o que levar. Como em uma loja, só esqueceu-se de pagar na hora de sair, um pequeno deslize, eu diria. É agora suspeito de um crime perfeito, mas crimes perfeitos não deixam suspeitos. A esse pequeno ousado me faltam palavras para descrever tal insignificância. Talvez nem tanto assim, já que tudo na vida tem um motivo e faz parte desse grande aprendizado. E se isso foi uma lição, pode ter certeza que aprendi.

E quanto aos meus bens, já não tão meus, só peço para que tome cuidado com o som, ganhei de natal do meu pai. A propósito, dentro tem um Cd do grupo Skank. Uma sugestão, a faixa 5, minha preferida. “Vamos Fugir”, uma música que pode embalar a sua trilha sonora noturna. O meu short’s branco já estava pequeno mesmo, pois bem, faça bom proveito. Na minha ex-mochila não tinha nada que eu me lembre agora, mas que pelo menos você a use para ir à escola, estudar e ser alguém na vida. Já que toquei no assunto, lembrei que no bolso da frente tem um lápis. Lápis é um instrumento que usamos para desenhar, fazer contas e até mesmo escrever. Pode ser mais útil que o seu serrote. Constrói ao invés de destruir e com certeza te levará muito mais longe. E o perfume foi presente da minha ex-namorada, tinha todo um valor sentimental envolvido. Então usa com carinho, tá?

Por mais que remássemos contra, o clima pesou. Só queríamos sair dali. E enquanto meus pais arrumavam as malas em tempo recorde, eu comi um senhor prato de miojo sabor chedar cremoso. Ainda eram os últimos minutos do meu dia de ser feliz.

ps: Na manhã seguinte ao clímax de minhas férias, já na Pousada dos Marinheiros, diga se de passagem, maravilhosamente só nossa, com piscina, freegobar e uma moça que arrumava as camas e trocava minha toalha sem nem mesmo eu ter usado, tomando café da manha com vista para um céu mais que azul, constatamos mais uma baixa. Levaram o perfume francês de mamãe. Bom, pelo menos não foi tão pessoal assim. Menos mal.


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