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26/09/2005

Tomati


Tomati é músico-guitarrista e um compositor diferenciado. Graduou-se músico ainda muito jovem, em 1987, pelo Guitar Institute of Technology, em Hollywood, Califórnia. Hoje está presente na casa de muitas pessoas, através do Programa do Jô (coisa rara na TV brasileira: música ao vivo…).
Há alguns anos, quando eu era diretor social do Clube Pitangueiras, nós tínhamos uma programação muito especial que eram as "Sextas-feiras com música". Nelas, nós apresentávamos diversos trabalhos instrumentais com foco na qualidade artística. Uma noite pra ser lembrada é aquela na qual o Tomati, após ter aceitado de maneira muito rápida e carinhosa o nosso convite, veio tocar com outro grande músico-saxofonista, o Wilson Teixeira.
Estive uma vez no Programa do Jô com a cantora Rosemary e, durante a passagem de som, o Tomati me viu com o violão. Logo se aproximou e começou a tocar Corcovado, do Tom Jobim, para brincarmos um pouco, e a conversa musical fluiu… Tomati, pra mim, é uma pessoa muito simpática e inteligente. Mais que isso, sem dúvida, é um dos maiores guitarristas do mundo.

1- Você é um músico-guitarrista muito versátil. Já o vi tocando rock, jazz e música brasileira ― diversidade e flexibilidade. Você considera isso importante na formação do músico? Isto, de alguma forma, influencia o desenvolvimento e as oportunidades profissionais?

Eu amo a música e gosto de todos os estilos. Claro que a versatilidade vem de ouvir e estudar e abre muitos caminhos para shows, gravações, composições e arranjos. Viver de música não é facil, então você tem que procurar ser bom em várias coisas para aumentar as chances de trabalho.

2- Grandes músicos-guitarristas do Brasil e do exterior contribuíram para a sua formação como seus professores. Hoje, com uma agenda cheia de compromissos, como ficam seus estudos? Dá pra se organizar e manter a disciplina tão necessária ao músico, em qualquer estágio da carreira?

Claro que sim. Primeiro, porque não é uma obrigação, e sim um prazer. A melhor escola que sempre tivemos são os discos. Tenho estudado muito com Kenny Garrett, Herbie Hancock etc. Já cheguei a estudar 15 horas por dia para aprender as coisas que eu queria. Agora me preocupo mais com a qualidade dos meus estudos, direcionando-os para minhas necessidades nos trabalhos atuais.

3- Em diferentes oportunidades que li alguma matéria sobre você, e também quando o ouvi falar em workshops ou shows, percebi, além de uma espiritualidade presente na sua vida, uma humildade considerável. Você sempre faz questão de falar dos seus mestres e se mostra solidário em abrir portas e dar força aos amigos. Fale um pouco disso.

Obrigado. Eu me considero um cara abençoado e tive o privilégio de tocar com grandes músicos que sempre me ajudaram em troca de nada. Só pra me deixar feliz. Então, tento passar adiante essa lição. Tenho defeitos como qualquer pessoa e vivo pela misericórdia de Deus. Considero todos meus irmãos em Deus, embora irmãos briguem também e isto é natural. Tento voltar atrás e me desculpar, afinal todos erramos um dia.

4- O belíssimo CD Lord´s Children está à venda nas bancas por um preço super acessível. Como está sendo a aceitação do público e da crítica em geral? O "pingente” do Tomati vai de brinde? (Risos.) Aquele desenho tem algum significado ou é só um trabalho artístico?

Sei que vendeu 1.500 cópias no primeiro mês. Recebo muitos elogios e comentários que respondem à minha intenção com o disco ― reunir amigos e tocar estilos diferentes com gerações diferentes. O pingente está à venda no site e, de brinde com a revista, vem uma palheta assinada e um adesivo do meu logo, que foi desenhado por Flávia Soares. Um Tomati com fogo de guitarra.

5- Como é o relacionamento entre os músicos do sexteto, e também com o Jô Soares? O que de mais significativo você tira desse momento profissional especial? Como é fazer parte de um programa diferenciado e da rede de TV de maior audiência do País, que é a Globo? Reflete na sua vida, no seu dia-a-dia?

Nosso relacionamento é de escritório, profissional. Procuro aprender o máximo possível com os músicos do sexteto, que fazem o programa há 16 anos, e também com o Jô, meu padrinho, no que diz respeito a cenários, posicionamento de câmeras, atuação, disciplina etc.
É complicado trabalhar em uma fábrica de ilusões. As pessoas o escolhem porque sabem que você não pode ficar chateado, não pode responder. Então às vezes as pessoas abusam da pseudoliberdade que elas têm com aquela pessoa que entra na casa delas todas as noites.
Ainda não me acostumei e não sei se vou me acostumar. Gostaria que as pessoas tivessem a curiosidade de conhecer a minha música e colocá-la antes do guitarrista do Jô. Por isso o cd Lord´s Children foi para as bancas e lojas por R$ 14,90, para popularizar e, talvez, inverter um pouco essa imagem que passa na tv, de que a gente só toca aquele estilo e por alguns segundos. Quando chego com o meu marshall [off: este é o amplificador usado pelo Tomati] no bar, o dono sempre pergunta: “Precisa de tudo isso pra tocar aquele jazzinho? Hahaha!”

6- Você é jovem, dinâmico, diverso e expansivo, sempre muito ativo na área artística. Conta um pouco dos seus planos e de seus projetos futuros.

Estou preparando mais dois discos: Tomati Homeless Trio 2 e um outro disco bem brazuca, com composições próprias e tal.
Estamos preparando o show do cd Lord´s Children com um dvd de imagens sincronizadas com a música, o que tem me dado muito trabalho. Além disso, cumpro meu contrato com a Globo, viajo bastante e faço novos amigos e muito som. Mais pra frente, quero abrir uma escola ou fazer uma ong pra molecada fazer música e manter esse fogo aceso… ou botar a mochila nas costas e sair tocando por aí!

Aqui você conheceu um pouquinho deste talento brasileiro. Para ver e saber mais sobre o trabalho dele entre no site www.tomati.com.br .

Um abraço,


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