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Agito Cultural

13/10/2005

Partitura vs Tablatura


A maioria das pessoas, seja em casa, numa propaganda qualquer, ou num concerto, já teve a oportunidade de ver uma partitura de música, embora a maior parte delas, com certeza, não saiba ler uma.
Já a tablatura, conhecida apenas pelas pessoas que optam por tocar solos no violão ou na guitarra, é um sistema desenvolvido e que “substitui” a partitura convencional para quem quer fazer um determinado solo. Funciona mais ou menos como uma fotografia dos movimentos da mão esquerda do músico-solista, permitindo que ele possa “copiar” os movimentos dos dedos do músico e “tocar” ou reproduzir o solo.
O uso da tablatura só permite tocar um solo conhecido, pois não há indicações, como ocorre numa partitura, nem do ritmo, nem da dinâmica do solo.
Tenho percebido, por trabalhar com a música em todos os seus aspectos, que algumas pessoas, mesmo interessadas em estudar música, têm “medo” (rs), outras têm dificuldade de compreender e outras têm mesmo pouco interesse em aprender a ler música.
É verdade que não é fácil transformar aquele “monte de coisas estranhas” em música.
Eu, em mais de 30 anos como professor, prefiro “mostrar” o solo para o interessado ― passo a passo ― até que ele o faça por inteiro. Não uso tablatura. Penso que é melhor dedicar tempo para aprender e ler música de verdade.
Para quem tem a música como hobby, sugiro que dedique seu tempo a aprender a ler “cifras” ― o que corresponde a tocar harmonia, a base ou o acompanhamento da música. Assim poderá tocar para alguém cantar ou até mesmo para um músico solar.
Para quem quer se profissionalizar na música, é preciso ler mesmo ― e muito bem!
A tablatura não é usada na vida profissional. Em todas as oportunidades em que trabalhei em grandes orquestras, estúdios de gravação ou determinados shows, onde há o trabalho dos arranjadores, o maestro distribui as “partes” (partituras) de cada instrumentista, conta quatro (rs), e você tem que “atacar” (tocar... mesmo!)
Os ensaios estão cada vez mais extintos no meio profissional, seja porque não há verba (R$), seja porque, muitas vezes, o artista não quer pagar os ensaios necessários. Então, o bom músico, que não vai ao ensaio porque não é pago, praticamente tem que tocar o show à primeira vista.
Outra situação, por exemplo, é que num estúdio de gravação não se pode perder tempo, pois você paga a hora do estúdio, que pesa no custo total da produção de um CD. Neste caso, o músico tem que dar “uma olhada” na partitura da música a ser gravada, enquanto o técnico do estúdio acerta os detalhes técnicos e todos afinam seus instrumentos. Claro que, a partir da gravação da terceira música, o processo é mais rápido ― não há mais tantos ajustes. “Vamos gravar esta agora”, diz o maestro para o técnico, que solta a “lata” (metrônomo que marca o andamento ou velocidade que se deve tocar a música). E então os músicos têm que “atacar!”
Um músico, mesmo sendo muito talentoso, mas que apresenta dificuldade de leitura ou que demora para acertar, provavelmente não seja chamado novamente para uma gravação. Há uma grande diferença entre o músico que toca na noite, acompanhando todos os cantores do mundo e em qualquer tom, e o músico que estuda, lê e também faz uso do ouvido.


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