por Eliana TessitoreEntenda a incontinência urinária

Uma paciente jovem disse pra mim outro dia: “Quando eu rio muito, é sempre engraçado porque escapa umas gotas de xixi, é meu jeito!" Já uma paciente mais velha comentou comigo que perder urina na sua idade era normal.

Assim como elas, muitas de nós podem estar com uma perda involuntária do controle da bexiga e não sabem que é preciso tratar-se. E que se tratar, vai ficar bem! Este quadro chama-se incontinência urinária e 75% dos casos acontecem com mulheres.

A incontinência é um sintoma e não uma causa, o que quer dizer que algo não vai bem no nosso sistema urinário e/ ou no funcionamento dos músculos que o envolvem. Esse sistema é composto pelos 2 rins, que produzem a urina, os ureteres (2) ou ductos, que transportam a urina para a bexiga, onde fica retida por algum tempo, e a uretra, através da qual é expelida do corpo.

Existem ainda vários músculos envolvidos na coordenação entre o armazenamento temporário e a eliminação da urina. Um músculo de forma circular chamado esfíncter controla a atividade da uretra. Temos ainda o músculo períneo, que fica entre o órgão genital e o anus, e os músculos do canal vaginal, dentre outros.

Esta falta de coordenação entre os processos de estoque e esvaziamento é devido a um mau funcionamento dos nervos e/ou músculos da bexiga ou uretra, ou ainda do períneo, músculo que suporta o peso dos órgãos internos (ex. bexiga ).

Causas principais

São específicas do gênero feminino: partos normais sucessivos, a gangorra hormonal e a chegada da menopausa. Existem ainda características da anatomia feminina que as deixam mais expostas à incontinência urinária, como o tamanho da uretra.

Fatores de Riscos

Obesidade, fumo, medicamentos que atuam no sistema nervoso central e no trato urinário, cirurgia pélvica prévia, infecções do trato urinário, neoplasia vesical, pedras ou obstrução na vesícula, fatores emocionais e sinais que podem sugerir doenças neurológicas.

Tratamentos

Medicações (que tratam a incontinência melhorando a função dos nervos ou músculos da bexiga ou uretra), terapia comportamental (algumas mudanças no comportamento e/ou estilo de vida visando à continência), retreinamento vesical (urinar com horário marcado), fisioterapia (exercícios para musculatura pélvica e perineal) e procedimentos cirúrgicos (usualmente recomendados em casos mais graves de incontinência, para reparar lesões, anormalidades ou mau funcionamento dos músculos ou tecidos do trato urinário).

Fisioterapia Pélvica

São exercícios para a musculatura externa e interna dos quadris que visam coordenar o funcionamento da bexiga.

Eletro Estimulação

Dispositivos eletroestimuladores são inseridos na vagina, diminuindo-se a hiperatividade da bexiga. A eletroestimulação enquanto tratamento, deve ser acompanhada de psicoterapia comportamental e a fisioterapia pélvica.

Neuromodulação

Composto por um pequeno aparelho, de aproximadamente cinco centímetros que é colocado no abdômen e, ao causar pequenos choques elétricos, controla a ação da bexiga. O aparelho possui uma bateria com longa duração, mas é necessário fazer a manutenção de tempos em tempos.

Próximo artigo 

Exercícios fáceis e específicos para diminuir a incontinência urinária feminina.



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Saúde - Eliana Tessitore

Eliana Tessitore

crefito 3650f - Fisioterapeuta, Mestre em Enfermagem Psiquiátrica (EEUSP/IPq), RPG/ Instituto Phillipe Souchard, auriculoterapeuta,terapeuta floral, cone chinês, Mesa Lira, diretora da "Cia de Dança Eliana Tessitore", ministra aulas de Dança do Ventre Egípcia. Acesse: Eliana Tessitore Cuide-se Bem - facebook.com/eliana.tessitore.cuide.se.bem Telefone - 11 96456-0777

E-mail: elianatessitore@gmail.com



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